terça-feira, 29 de janeiro de 2013

NAMÍBIA - ANÁLISE





A Namíbia é um país novo no cenário mundial e obteve sua independência da África do Sul em Março de 1990. Possui uma população de cerca de 2,1 milhões de habitantes. Participa dos Jogos Olímpicos de Verão desde a edição de 1992, sediada em Barcelona, Espanha. Ao todo o país possui 4 medalhas de prata, 2 conquistadas em 1992 e outras duas em 1996, todas no Atletismo masculino e com um mesmo atleta, Frankie Fredericks, que chegou ao pódio das provas de 100m e  200m. Em 1992, em Barcelona, Espanha, Fredericks conquistou medalhas de prata nas provas de 100m e 200m. Na de 100m, cumpriu a prova em 10.02s, perdendo apenas para o britânico Linford Christie, que marcou 9.96s. Na disputa de 200m, Fredericks obteve um resultado de 20.13s, ficando atrás somente do norte-americano Michael Marsh, vencedor da prova em 20.01s. Em 1996, em Atlanta, Estados Unidos, Fredericks novamente conquistou medalhas da prata nas mesmas provas, porém, com resultados muito mais expressivos. Na disputa de 100m, cravou 9.89s, sendo superado apenas pelo canadense Donovan Bailey, que quebrou o recorde mundial com um resultado de 9.84s. Na final da prova de 200m, Fredericks obteve o impressionante resultado de 19.68s, mas teve que se curvar diante da maior força do norte-americano Michael Johnson, que cravou um inimaginável recorde mundial de 19.32s. Fredericks não pôde disputar os Jogos Olímpicos de 2000, em Sidney, Austrália, por causa de contusões, mas ainda conseguiu competir nos Jogos de 2004, em Atenas, Grécia, e obter um excelente quarto lugar na prova de 200m, com a marca de 20.14s, terminando atrás dos três representantes dos Estados Unidos. Na ocasião, estava com 37 anos de idade. Depois de Fredericks, a Namíbia nunca mais alcançou o pódio olímpico e não há muitas perspectivas de que a situação possa mudar.


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

ISLÂNDIA - ANÁLISE



A Islândia é uma ilha que forma um país europeu que não faz fronteira com nenhum outro. Possui uma pequena população, cerca de 320 mil habitantes. É um antigo participante dos Jogos Olímpicos, tendo estreiado em 1912, em Estocolmo, Suécia. Porém, depois de sua estreia, esteve ausente de 1920 a 1932, retornando somente em 1936, na edição de Berlim, Alemanha. Desde então, esteve presente em todas as edições de verão. Também participa dos Jogos de Inverno desde a edição de 1948, em Saint Moritz, Suíça. Esteve ausente apenas em 1972. Apesar de ser uma antiga participante olímpica, a Islândia possui apenas 4 medalhas olímpicas, nenhuma de ouro. Em 1956, em Melbourne, Austrália, obteve sua primeira medalha olímpica. A conquista ocorreu no Atletismo, com Vilhjálmur Einarsson, que ficou em segundo lugar, medalha de prata, na prova de salto triplo, com um resultado de 16.26m, atrás apenas do brasileiro Adhemar Ferreira da Silva, campeão com 16.35m. Einarsson foi o primeiro medalhista olímpico da história da Islândia. Após esta medalha, a Islândia somente retornou ao pódio em 1984, nos Jogos de Los Angeles, nos EUA, com o judoca Bjarni Fridriksson, terceiro colocado na categoria até 95 kg. Fridriksson derrotou o dinamarquês Jensen, o norte-americano White, antes de perder para o brasileiro Douglas Vieira. Na decisão da medalha de bronze, derrotou o italiano Juri Fazi por ippon, assegurando a medalha de bronze. Fridriksson ainda foi beneficiado pelo boicote dos países do Bloco Socialista. Após esta conquista, a Islândia retornou ao pódio olímpico em 2000, nos Jogos de Sidney, na Austrália, no Atletismo, na estreiante prova feminina do salto com vara. Vala Flosadottir garantiu a medalha de bronze com uma marca de 4.50m, ficando atrás da norte-americana Stacy Dragila, campeã com 4.60m, e da australiana Tatiana Grigorieva, prata com 4.55m. Em 2008, em Beijing, China, a Islândia causou grande surpresa ao conquistar a medalha de prata no torneio masculino de Handebol. A equipe islandesa realizou uma boa campanha. Na primeira fase, derrotou a Rússia (33-31) e a Alemanha (33-29), perdeu para a Coreia do Sul (21-22), empatou com a Dinamarca (32-32) e com o Egito (32-32). Nas quartas-de-finais, derrotou a Polônia (32-30) e nas semifinais atropelou a Espanha (36-30). Na final, não resistiu ao poderoso jogo da França, perdendo por 23-28. Ainda assim, a conquista do país de apenas 320 mil habitantes foi memorável. Em 2012, em Londres, a Islândia não conseguiu chegar ao pódio em nenhum esporte. Porém, conseguiu diminuir o tempo entre suas conquistas, tendo esperado 28 anos,m de 1956 para 1984, 16 anos de 1984 a 2000, e apenas 8 anos de 2000 a 2008. Com uma pequena população dificilmente a Islândia se destacará nos Jogos Olímpicos em termos de conquista de medalhas. 


          






LÍBANO - ANÁLISE











O Líbano é um país asiático, localizado no Oriente Médio, com população de cerca de 4,2 milhões de habitantes. Tornou-se independente da França em 1941, mas foi reconhecido como tal em 1943. Participou dos Jogos Olímpicos pela primeira vez em 1948, em Londres, Reino Unido. Desde então, ausentou-se apenas em 1956. Nos Jogos de Inverno, compete desde 1948, ausentando-se somente em 1994 e 1998. Embora tenha uma participação antiga, os resulatdos do Líbano nos Jogos Olímpicos são pouco expressivos. O país contabiliza apenas 4 medalhas, 2 de ouro e 2 de prata. Em 1952, em Helsinque, Finlândia, logo na sua segunda participação olímpica, o Líbano obteve 2 medalhas, uma de prata e uma de bronze, nas competições de Luta Greco-romana. Zakaria Chihab, na categoria até 57 kg, obteve a medalha de prata, ficando atrás apenas do húngaro Imre Hódos. Chihab realizou 5 lutas, obteve 4 vitórias e 1 derrota. Derrotou o romeno Ion Popescu, o francês Maurice Fauré e o finlandês Arvo Kyllönen. Depois, perdeu para o húngaro Imre Hódos (1-2) mas conseguiu derrotar o soviético Artem Teryam (2-1).  A medalha de bronze foi conquistada por Khalil Taha, na categoria até 73 kg. Taha derrotou Freylinger, de Luxemburgo, Chesneau, da França e Anglberger, da Áustria. Depois, foi derrotado pelo húngaro Miklós Szilvásy, por derrubada, e pelo sueco Gösta Andersson (0-3). Ainda assim, conseguiu garantir a medalha de bronze. Após as duas conquistas, o Líbano só retornou ao pódio nos Jogos Olímpicos de 1972, em Munique, na então Alemanha Ocidental. Conquistou uma medalha de prata na categoria até 75 kg no torneio de Levantamento de Peso. O feito coube a Mohamed Trabulsi, que somou 472.5 kg, com resultados de 160.0 kg no desenvolvimento, 140.0 kg no arranque e 172.5 kg no arremesso. Foi a primeira medalha do país na modalidade. Em 1980, em Moscou, antiga URSS, o Líbano obteve sua última medalha olímpica quando Hassan Bechara ficou em terceiro lugar na categoria acima de 100 kg no torneio de Luta Greco-romana. Bchara teve um torneio conturbado. Primeiro derrotou o italiano Antonio LaPenna por derrubada, mas perdeu para o cubano Arturo Díaz por desclassificação. Bechara ainda foi derrotado por derrubada pelo húngaro Alexander Tomov e pelo soviético Alexander Koltchinsky. Mesmo assim, por causa de menos pontos perdidos, acabou com a medalha de bronze. O Líbano nunca mais obteve uma medalha olímpica e sua situação ficou ainda mais fragilizada em virtude da longa guerra civil que durou um longo período, de 1975 a 1990. Não há previsão de que o país retorne ao pódio nas próximas edições dos Jogos Olímpicos. 


sábado, 26 de janeiro de 2013

SINGAPURA - ANÁLISE





Singapura é um país asiático formado por cerca de 5,3 milhões de habitantes, que se tornou independente do Reino Unido em 1963, mas que se juntou à Malásia no mesmo ano, separando-se definitivamente em 1965. Participa dos Jogos Olímpicos, de forma independente, desde 1948, na edição de Londres, Reino Unido. Porém, em 1964 formou uma equipe conjunta com a Malásia. Mas desde 1968 compete de forma independente, tendo se ausentado apenas da edição de 1980, em Moscou, antiga URSS. O país nunca participou das edições de inverno. Seu desempenho esportivo é bastante fraco, estando limitado a apenas 4 medalhas olímpicas, nenhuma de ouro. Em 1960, em Roma, Itália, o país obteve sua primeira medalha olímpica, feito de Howe-Liang Tan, que ficou em segundo lugar na categoria até 67.5 kg. Tan totalizou 380.0 kg, erguendo 115.0 kg no desenvolvimento, 110.0 kg no arranque e 155.0 kg no arremesso, conquistando a medalha de prata. A medalha de ouro ficou com o soviético Viktor Bushuyev, com 397.5 kg no total, recorde mundial. Após a conquista de Tan, Singapura passou um longo período longe dos pódios olímpicos, retornando apenas em 2008, em Beijing, China, com a equipe feminina de Tênis de Mesa garantindo a medalha de prata, atrás da poderosa China. Na primeira fase venceu todos os seus 3 jogos. Na semifinal, bateu a Coreia do Sul por 3-2, mas caiu diante da China na final, 0-3. A equipe colocou fim a um jejum de 48 anos de ausência do pódio olímpico. Em 2012, Singapura realizou a melhor campanha olímpica de sua história, com a conquista de 2 medalhas de bronze, ambas nas provas femininas de Tênis de Mesa. Feng Tianwei ficou em terceiro lugar na prova de simples. Nas quartas-de-finais, passou pela sul-coreana Kim Kyung-Ah (4-2). Nas semifinais, perdeu para a chinesa Ding Ning, 2-4. Na disputa pela medalha de bronze, derrotou a japonesa Kasumi Ishikawa por 4-0. Na disputa por equipes, Singapura também garantiu a medalha de bronze. Passou pela Polônia (3-1), pela Coreia do Norte (3-0) nas quartas-de-finais, mas caiu diante do Japão nas semifinais (0-3). Porém, na decisão pela medalha de bronze, bateu a forte Coreia do Sul por 3-0. Singapura tem evoluído dentro dos Jogos Olímpicos, mas seus resultados ainda são pouco significativos. Porém, ao menos, já está se estabelecendo como uma força no Tênis de Mesa, o que lhe pode dar uma garantia de continuidade no pódio olímpico.  




BOÊMIA - ANÁLISE





A Bohemia era um território autônomo do império austro-húngaro até 1918. Posteriormente, passou a integrar a antiga Tchecoslováquia e atualmente a República Tcheca. A Bohemia participou dos Jogos Olímpicos de 1900, 1908 e 1912 e colecionou um total de 4 medalhas, 1 de prata e 3 de bronze. Em 1900, na edição olímpica de Paris, na França, obteve 2 medalhas, 1 de prata e 1 de bronze. A medalha de prata foi conquistada no Atletismo, por Frantisek Janda-Suk, no lançamento de disco, com um resultado de 35,14 metros. Janda-Suk foi superado apenas pelo húngaro Rudolf Bauer, que obteve um resultado de 36,04 metros. A medalha de bronze foi obtida no Tênis, por Hedwig Rosenbaumová, na prova feminina de simples. Rosenbaumová não venceu nenhuma partida, perdeu a semifinal para a francesa Hélène Présvot por 2-0. E mesmo sem ter vencido qualquer partida, garantiu uma medalha em virtude do baixo número de competidoras. Em 1908, em Londres, Reino Unido, a Bohemia garantiu mais 2 medalhas de bronze, ambas na Esgrima, nas disputas de sabre individual, com Vilém Goppold von Lobsdorf, e por equipes. Lobsdorf foi campeão do seu grupo eliminatório com 7 vitórias. Na segunda fase, obteve 3 vitórias em seu grupo, ficando em segundo lugar. Na fase semifinal, obteve 5 vitórias em seu grupo e na fase final garantiu a medalha de bronze com 4 vitórias. Já a equipe de sabre, derrotou a Holanda e a França, mas perdeu para a Hungria e pelos critérios de pontuação ficou com a medalha de bronze. A Bohemia, como participante independente dos Jogos Olímpicos deixou de existir em 1918, com a nova reestruturação da Europa após a Primeira Guerra Mundial. Passou a integrar a Tchecoslováquia (1920-1992) e posteriormente a República Tcheca, a partir de 1994. 






sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

GANA - ANÁLISE



Gana é um país africano com população estimada em 24.2 milhões de habitantes. Tornou-se independente do Reino Unido em 1957, tornando-se república em 1960. Nos Jogos Olímpicos, estreiou em 1952, com a denominação de Costa Dourada (Gold Coast). Em 1956 não esteve presente nos Jogos de Melbourne, mas retornou em 1960, já com a denominação Gana e conquistou sua primeira medalha olímpica, prata no Boxe. Posteriormente, participou de todas as edições dos Jogos Olímpicos exceto as de 1976, quando apoiou o boicote contra a participação da Nova Zelândia, que manteve relações esportivas com a racista África do Sul, e de 1980, quando boicotou os Jogos Olímpicos de Moscou, na URSS, apoiando os Estados Unidos. A participação de Gana, em termos de resultados esportivos, é bastante modesta, como comprovam suas poucas 4 medalhas olímpicas. Embora tenha poucas medalhas, suas conquistas foram precoces. Já em 1960, no Boxe, o país obteve uma medalha de prata com Clement Quartey na categoria até 63.5 kg. Quartey derrotou o marroquino Boubekeur na segunda rodada, o iraquiano Karkhi nas oitavas-de-finais, o sul-coreano Kim (3-2) nas quartas-de-finais e o polonês Marian Kasprzyk nas semifinais por falta. Na final, acabou derrotado pelo tcheco Bohumil Nemecek por 5-0. Quartey se tornou o primeiro medalhista olímpico da história de Gana. Em 1964, em Tóquio, Japão, novamente Gana conquistou medalha no Boxe, dessa vez, de bronze, com Edward "Eddie" Blay na categoria até 63.5 kg. Blay Blay passou pelo dinamarquês Preben Rasmussen, por pontos, na fase de classificação, por Touch Nol, de Camarões, por nocaute, nas oitavas-de-finais, pelo brasileiro João da Silva, por pontos, nas quartas-de-finais, antes de ser derrotado pelo polonês Jerzy Kulej, por pontos, nas semifinais. Depois de ficar sem medalha nos Jogos de 1968, na Cidade do México, Gana voltou ao pódio olímpico em 1972, em Munique, então Alemanha Ocidental. Obteve uma medalha de bronze, mais uma vez com o Boxe. O feito coube a Prince Amartey, medalhista de bronze na categoria até 75 kg. Amartey derrotou o mexicano José Luis Espinosa (5-0) oitavas-de-finais, o dinamarquês Poul Knudsen (3-2) nas quartas-de-finais, mas perdeu para o finlandês Reima Virtanen, nas semifinais, por 3-2. Depois dos boicotes de 1976 e 1980, Gana parace ter perdido a conexão com o pódio olímpico no Boxe. Desde 1984 o país só obteve uma medalha olímpica de bronze, feito da equipe de Futebol masculino que competiu nos Jogos Olímpicos de 1992 em Barcelona, Espanha. A equipe de Gana realizou uma boa campanha. Ficou em primeiro lugar no grupo D, batendo a Austrália por 3-1 e empatando com Dinamarca (0-0) e México (1-1). Nas quartas-de-finais, derrotou o Paraguai na prorrogação, por 4-2. Nas semifinais, porém, acabou derrotada pela Espanha por 2-0. Na disputa pela medalha de bronze, novamente enfrentou a Austrália e conquistou nova vitória, dessa vez por 1-0, e a medalha de bronze. Kwame Ayew foi o destaque da equipe e ocupou a vice-artilharia do torneio, com 6 gols. Foi a última vez que Gana chegou a um pódio olímpico. Gana confirmou a tradição dos países africanos de obter suas primeiras medalhas no Boxe ou no Atletismo. Entretanto, o país concentra 3 medalhas no Boxe e nunca chegou ao pódio no Atletismo. A outra medalha, do Futebol, deu início à tradição africana nos Jogos Olímpicos, que culminou com as medalhas de ouro da Nigéria em 1996 e de Camarões em 2000. Gana tem potencial para desenvolver seu Atletismo e finalmente conquistar medalha na modalidade. Entretanto, ainda há um grande caminho a ser percorrido. 

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

CATAR - ANÁLISE







O Catar é um país asiático localizado na Ásia, mais precisamente na região do Oriente Médio. Possui uma população relativamente baixa, perto de 1,85 milhões de habitantes. Tornou-se independente do Reino Unido em 1971. Seu Comitê Olímpico foi formado em 1979 e reconhecido pelo COI em 1980. Sua primeira participação olímpica ocorreu em 1984, em Los Angeles, EUA, e desde então o país não tem se ausentado dos Jogos. Ao todo o Catar contabiliza um total de apenas 4 medalhas olímpicas, todas de bronze, mas vem demonstrando alguma evolução. Doha pretendeu organizar os Jogos de 2020, mas sua candidatura fracassou. Ainda assim, o Catar se esforça para outras tentativas. A primeira medalha do Catar foi conquistada em 1992, em Barcelona, Espanha, pelo corredor Mohamed Suleiman, que obteve a medalha de bronze na prova masculina de 1.500m no Atletismo, com a marca de 3:40.69 min, ficando atrás do espanhol Firmin Cacho, ouro em 3:40.12 min, e do marroquino Rachid El Basir, prata com 3:40.62 min. Suleiman foi o primeiro medalhista olímpico da história do Catar. Em 2000, em Sidney, Austrália, Said Saif Asaad novamente colocou o Catar no pódio ao obter a medalha de bronze na categoria masculina até 105 kg do Levantamento de Peso. Asaad ergueu um total de 420.0 kg, sendo 190.0 kg no arranque e 230.0 kg no arremesso. As medalhas de ouro e de prata ficaram respectivamente com o iraniano Hossein Tavakoli (425.0 kg) e com o búlgaro Alan Tsagaev (422.5 kg). Asaad obteve a medalha de bronze ao pesar 0.40 kg menos do que o ucraniano Igor Razoryonov, que também ergueu 420.0 kg. Em 2004 e 2008, o Catar não obteve medalha olímpica. Entretanto, em 2012, em Londres, Reino Unido, estabeleceu o melhor desempenho olímpico de sua modesta história, com 2 medalhas de bronze, uma no Tiro ao Alvo e outra no Atletismo. Nasser Al-Attiyah marcou 144 pontos na prova masculina de skeet no Tiro ao Alvo, empatando com o russo Valeriy Shomin na terceira posição. Porém, no desempate, Al-Attiyah derrotou o russo por 6-5, obteve a medalha de bronze e colocou o Catar pela primeira vez no pódio da modalidade. O campeão da prova foi o norte-americano Vincent Hancock, com 148 pontos. No Atletismo o Catar brilhou com Mutaz Essa Barshim, que saltou 2.29m e conquistou a medalha de bronze na prova masculina de salto em altura.Barshim terminou empatado com o canadense Derek Drouin e com o britânico Robert Grabarz, todos eles recebendo a medalha de bronze. O Catar possui potencial para obter resultados mais significativos e parece no caminho para uma evolução esportiva. Sua iniciativa em patrocinar grandes eventos esportivos, principalmente em Doha, sinalizam a possibilidade de uma melhoria em seus resultados esportivos. Outro fator que tem contribuído para a evolução do país é a naturalização de competidores de outros países, como ocorreu com o levantador de peso Asaad, na verdade um búlgaro de nome Angel Popov. Com altos investimentos e naturalizações, o Catar vai buscando seu espaço no universo olímpico e poderá colecionar melhores resultados no futuro.  




HONG KONG - ANÁLISE


Hong Kong é uma região administrativa especial da China, localizada na costa sul da mesma. Possui uma população de cerca de 7 milhões de habitantes, sendo considerada uma das regiões mais densamente populosas do mundo. Esteve sob domínio britânico até 01 de Julho de 1997, passando a ser administrada pela China. Nos Jogos Olímpicos, compete de forma independente. Sua estreia ocorreu em 1952, quando ainda era uma colônia britânica. Desde então, ausentou-se apenas dos Jogos Olímpicos de 1980, quando apoiou o boicote dos EUA aos Jogos de Moscou, antiga URSS. Ao contrário da China, que possui uma forte tradição esportiva, Hong Kong obteve apenas 3 medalhas, 1 de ouro, 1 de prata e 1 de bronze, em toda a sua história olímpica. Somente em 1996, em Atlanta, EUA, Hong Kong obteve sua primeira medalha olímpica, porém, de ouro. Lee Lai Shan dominou a competição feminina de Prancha nas disputas de Vela e assegurou a medalha de ouro com certa tranquilidade, com uma pontuação de 16 pontos perdidos, enquanto a segunda colocada, Barbara Kendall, da Nova Zelândia, perdeu 24 pontos. Em 2004, em Atenas, Grécia, Hong Kong obteve sua segunda medalha olímpica quando a dupla masculina de Tênis de Mesa, formada por Ko Lai Chak e Li Ching, foi derrotada pelos chineses Ma Lin e Chen Qi na decisão da medalha de ouro. Para chegar à medalha de prata, a dupla venceu três partidas. Na semifinal bateu uma dupla da Rússia por 4-2, mas perdeu a final para os chineses por 4-2. Em 2012, em Londres, Reino Unido, Hong Kong obteve sua terceira medalha olímpica. Dessa vez a conquista, de bronze, ocorreu no Ciclismo, depois que Lee Wai Sze ficou em terceiro lugar na prova feminina de Keirin, atrás da britânica Victoria Pendleton, ouro, e da chinesa Guo Shuang, prata. Porém, chegou à frente da forte australiana Anna Meares. Hong Kong não possui muitas pretensões esportivas, mas tem evoluído, já que suas medalhas ocorreram nos últimos tempos. Porém, não se deve esperar muito do país, que deverá continuar conquistando suas medalhas esporádicas. 



SÍRIA - ANÁLISE




A Síria é um país asiático, localizado no conturbado Oriente Médio, com população de cerca de 22,5 milhões de habitantes. Estreiou nos Jogos Olímpicos em 1948, em Londres, Reino Unido, mas depois ausentou-se das edições de 1952 a 1964, embora tenha enviado competidores na participação da esporádica República Árabe Unida em 1960. Retornou aos Jogos em 1968, na Cidade do México, mas também boicotou os Jogos de 1976, em Montreal, Canadá. Depois nunca mais se ausentou do evento. O desempenho sírio nos Jogos Olímpicos em termos de resultados é bastante decepcionante. O país acumula apenas 3 medalhas olímpicas, uma de ouro, uma de prata e uma de bronze. Em 1984, em Los Angeles, EUA, a Síria se aproveitou do boicote dos países do Bloco Socialista para garantir uma medalha de prata no torneio de Luta Livre, na categoria até 100 kg. Joseph Atiyeh derrotou o romeno Vasile Puscasu, o indiano Kartar Singh e o grego Georgios Pikilidis na fase de grupos. Na decisão da medalha de ouro foi facilmente derrotado pelo norte-americano Lou Banach e garantiu a medalha de prata, a primeira da história da Síria em Jogos Olímpicos. Em 1996, em Atlanta, a Síria obteve sua segunda medalha, porém a mesma foi de ouro, feito da heptatleta Ghada Shouaa, que marcou 6.780 pontos, mais de 200 à frente da bielorrussa Natalya Sazanovitch, medalhista de prata. Shouaa tornou-se a primeira pessoa, e única até o momento, a conquistar uma medalha de ouro olímpica pela Síria. Em 2004, em Atenas, Grécia, a Síria obteve sua última medalha olímpica, de bronze, com Nasser Al Shami, na categoria até 91 kg. Al Shami derrotou Emmanuel Izonritei (30-17), da Nigéria, depois passou por Vugar Alakbarov, do Azerbaijão, por desclassificação, mas acabou derrotado nas semifinais pelo cubano Odlanier Solís, por RSC, no terceiro assalto. A Síria, pelo seu tamanho, poderia ter um desempenho muito melhor nos Jogos Olímpicos. Faz fronteira com a Turquia, que possui um razoável desempenho esportivo, e fica próxima ao Irã, outra força da região. Se a Síria seguisse esses dois bons exemplos, poderia ter um desempenho olímpico muito mais expressivo.    



terça-feira, 22 de janeiro de 2013

PANAMÁ - ANÁLISE






O Panamá é um país da América Central, com cerca de 3,6 milhões de habitantes, que faz a ligação desta com a América do Sul. Possui uma antiga história olímpica, tendo estreiado em 1928, em Amsterdã, Holanda. Porém, ausentou-se em quatro edições: 1932, 1936, 1956 e 1980. Conquistou cedo suas primeiras medalhas olímpicas, duas de bronze, nos Jogos Olímpicos de 1948, em Londres, Reino Unido. Entretanto, somente retornou ao pódio em 2008, em Beijing, na China, onde conquistou sua primeira e única medalha de ouro. Como se percebe, a precocidade do Panamá não se converteu em número expressivo de medalhas, já que suas conquistas foram esporádicas. Todas as medalhas do Panamá foram conquistadas no Atletismo masculino. Em 1948, em Londres, Reino Unido, o corredor Lloyd LaBeach colocou o Panamá no pódio olímpico ao ficar em terceiro lugar nas provas masculinas de 100m e 200m. Na disputa de 100m, LaBeach marcou 10.6s, ficando atrás dos norte-americanos Harrison Dillard (10.3s) e Barney Ewell (10.4s), mas ficou com a medalha de bronze. Na distância de 200m, marcou 21.2s, obteve a medalha de bronze, novamente ficando atrás de norte-americanos, dessa vez Melvin Patton, ouro, (21.1s) e mais uma vez Barney Ewell (21.1s), prata. LaBeach conseguiu superar o grande jamaicano Herbert McKenley, que marcou 21.3s. Depois de LaBeach, o Panamá só retornou ao pódio olímpico em 2008, nos Jogos de Beijing, na China. Porém, o retorno foi em grande estilo, já que Irving Saladino conquistou a medalha de ouro na prova de salto em distância com um resultado de 8.34m, superando o sul-africano Khotso Mokoena, seu adversário mais próximo, por 0.10m. Saladino tornou-se o primeiro campeão olímpico do Panamá. Curiosamente, nenhum norte-americano conseguiu chegar à final. Em 2012, em Londres, o Panamá não obteve qualquer medalha. Embora tenha conquistado suas medalhas no Atletismo, o país não possui a tradição de outras forças da América Central, como Jamaica, Trinidad e Tobago e Bahamas. Portanto, suas conquistas sempre dependerão de esforços de grandes atletas individuais, já que não parece haver no país um trabalho centrado na formação de possíveis medalhistas olímpicos. 


ARÁBIA SAUDITA - ANÁLISE




A Arábia Saudita é um país asiático, localizado no Oriente Médio, com uma população de cerca de 28 milhões de habitantes. Possui grandes reservas de petróleo sua maior riqueza. Entretanto, apesar de tantos recursos e de possuir uma grande população, o país não possui um bom desempenho esportivo e contabiliza apenas 3 medalhas olímpicas em todas a história, nenhuma de ouro. Além disso, foi o último país a permitir a participação de uma mulher nos Jogos Olímpicos, como ocorreu em 2012, em Londres, com a judoca Wojdan Shaherkani. Além de Shaherkani, Sarah Attar foi a outra competidora feminina do país nos Jogos. Ela disputou a prova de 800m no Atletismo e terminou em último lugar em sua série, com o fraco tempo de 2:44.95 min. A Arábia Saudita compete nos Jogos Olímpicos desde 1972, na edição de Munique, na Alemanha, e esteve ausente apenas em 1980, quando aderiu ao boicote dos EUA aos Jogos de Moscou. Porém, somente no ano 2000 o país chegou ao pódio olímpico pela primeira vez, garantindo 2 medalhas, uma de prata e uma de bronze. A conquista de prata foi a primeira do país e coube a Hadi Souan Somayli, que ficou em segundo lugar na prova de 400m com barreiras com a marca de 47.53s, apenas 0.03s atrás do norte-americano Angelo Taylor. Por muito pouco a Arábia Saudita não faturou a medalha de ouro. A medalha de bronze foi conquistada na prova individual de saltos, no Hipismo, com Khaled Al Eid, que terminou a final empatado com os holandeses Jeroen Dubbeldam e Albert Voorn, com 4.00 pontos de penalidade. No desempate, Al Eid novamente perdeu 4.00 pontos em penalidades, mesma pontuação do holandês Albert Voorn, mas acabou com a medalha de bronze por ter cumprido o percurso em 44.86s contra 44.72s de Voorn. Dubbeldam zerou o percurso e garantiu a medalha de ouro. Em 2004e 2008, o país não obteve medalha e em 2012, novamente com o Hipismo, conseguiu retornar ao pódio. A equipe de saltos garantiu a medalha de bronze com um total de 14 pontos perdidos. A Arábia Saudita possui potencial para conseguir resultados esportivos muito mais expressivos. Entretanto, vem se destacando num esporte mais elitizado, como o Hipismo. Com essas limitações e sem investimentos em outros esportes é improvável que o país consiga sucesso nos próximos Jogos Olímpicos. Além disso, a discriminação sofrida pelas mulheres é outro fator que pesa contra a Arábia Saudita para um futuro sucesso esportivo.   




 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

EQUIPE INDEPENDENTE - ANÁLISE



            


A Equipe Independente na verdade tinha a designação "Independent Olympic Participants" e compreendeu competidores da Sérvia, Montenegro e Macedônia. Sérvia e Montenegro estavam sob sanções das Nações Unidas por causa da guerra com a Bósnia Hezergovina e não puderam competir com seus símbolos, tanto que nos esportes de equipe não houve a participação de seus atletas. Foi permitida somente a participação de indivíduos. Já a Macedônia ainda não havia formado seu Comitê Olímpico e portanto também teve seus atletas sob bandeira olímpica. Essa foi a única ocasião em que a Equipe Independente disputou os Jogos Olímpicos. E os iugoslavos ainda conseguiram conquistar um total de 3 medalhas, 1 de prata e 2 de bronze. Curiosamente, todas elas foram obtidas nas provas de Tiro ao Alvo, com Jasna Sekaric ficando com a medalha de prata na prova feminina de pistola de ar, Aranka Binder com a de bronze na de carabina de ar, e Stevan Pletikosic também com a de bronze na prova de carabina deitada.  


QUIRGUISTÃO - ANÁLISE





O Quirguistão é um país asiático com população aproximada de 5,5 milhões de habitantes. Integrou a antiga União Soviética até 1991, ano em que se tornou independente. Em 1992, ainda integrou a Comunidade de Estados Independentes. Em 1994, em Lillehammer, nos Jogos Olímpicos de Inverno, estreiou olimpicamente como país independente. Desde então, participa de todas as ediçõeso olímpicas, tanto de verão quanto de inverno. O país não possui tradição esportiva e possui modestos resultados olímpicos. Sua primeira medalha olímpica como país independente foi obtida em 2000, nos Jogos Olímpicos de Sidney, na Austrália, feito do judoca Aidyn Smagulov, medalha de bronze na categoria até 60kg. Smagulov derrotou o argentino Jorge Lencina na primeira rodada, mas perdeu para o cubano Manolo Poulot nas oitavas-de-finais. Na repescagem, bateu o russo Evgeny Stanev, o moldávio George Kurdghelashvili e o norte-americano Brandan Greczkowski. Na disputa da medalha de bronze, bateu Alisher Mukhtarov, do Uzbequistão. Em 2008, em Beijing, China, o Quirguistão realizou a melhor campanha olímpica de sua história ao conquistar duas medalhas, uma de prata e outra de bronze, na Luta Greco-romana. A medalha de prata foi conquistada por Kanatbek Begaliev na categoria até 66 kg. Begaliev derrotou Jake Deitchler, dos EUA, nas oitavas-de-finais, o ucraniano Armen Vardanyan, nas quartas-de-finais, e o búlgaro Nikolai Gergov, nas semifinais. Porém, perdeu para Steeve Guénot, da França, na decisão pela medalha de ouro. Já a medalha de bronze foi obtida por Ruslan Tiumenbaev, na categoria até 60kg. Tiumenbaev derrotou o finlandês Jarkko Ala-Huikku nas oitavas-de-finais, e o uzbeque Dilshod Aripov, nas quartas-de-finais, mas acabou facilmente derrotado pelo russo Islambek Albiev nas semifinais. Na decisão pela medalha de bronze, Tiumenbaev derrotou o cubano Roberto Monzón, sem conceder qualquer ponto. O Quirquistão não conseguiu conquistar medalha nos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, Reino Unido. Como muitos países da região, concentra suas chances de medalha em esportes de combate. Entretanto, não possui tradição esportiva e deverá se manter sempre obtendo medalhas esporádicas, sem apresentar uma continuidade em seus resultados.   



TAJIQUISTÃO - ANÁLISE






O Tajiquistão é um país asiático com uma população de cerca de 7.6 milhões de habitantes. Integrava a antiga União Soviética e se tornou independente em dezembro de 1991, após o colapso da mesma. Nos Jogos Olímpicos, integrava a delegação da URSS e passou a competir como país independente a partir dos Jogos Olímpicos de Verão de 1996, em Atlanta, Estados Unidos. Seu Comitê Olímpico foi formado em 1992 e reconhecido em 1993. Em 1992, seus atletas competiram sob a bandeira olímpica, representando a Comunidade dos Estados Independentes, arranjo político para permitir a participação dos soviéticos como um estado único. Apesar de competir separadamente desde 1996, o Tajiquistão conquistou suas primeiras medalhas olímpicas apenas em 2008, em Beijing, China. Na ocasião,  Yusup Abdusalomov obteve a medalha de prata na categoria até 84 kg na Luta Livre e Rasul Boqiev a de bronze na categoria até 73 kg no Judô. Abdusalomov passou fácil por Sandeep Kumar, da Austrália, nas oitavas-de-finais, pelo ucraniano Taras Danko, nas quartas-de-finais, e pelo turco Serhat Balci, nas semifinais, sem conceder nenhum ponto. Porém, na final, foi derrotado pelo georgiano Revaz Mindorashvili, por 2-1, tomando 9 pontos e marcando apenas 3. Já Boqiev, derrotou Eric Kibanza, do Congo, o forte ucraniano Gennadiy Bilodid nas oitavas-de-finais, o chinês Si Rijigawa, nas quartas-de-finais. Porém, perdeu para o sul-coreano Wang Kichun nas semifinais.Garantiu a medalha de bronze ao derrotar o belga Dirk van Tichelt. Boqiev foi o primeiro medalhista da história do Tajiquistão. Em 2012, em Londres, Reino Unido, o Tajiquistão obteve apenas uma medalha de bronze, curiosamente no boxe feminino, com Mavzuna Tchorieva, na categoria até 60 kg. Tchorieva supreendeu a chinesa Dong Cheng nas quartas-de-finais (13-8), mas perdeu para a irlandesa Katie Taylor (17-9) nas semifinais, limitando-se à medalha de bronze. Tchorieva obteve a primeira medalha feminina do Tajiquistão na história olímpica. O desempenho do Tajiquistão nos Jogos Olímpicos é um dos piores entre as antigas Repúblicas Soviéticas. Embora tenha uma população razoável, o país não consegue um resultado olímpico satisfatório. Fica muito atrás de outras forças, como Usbequistão, Casaquistão, Geórgia ou Azerbaijão. Encontra-se empatado com o Quirguistão e à frente apenas do Turcomenistão, que nunca obteve medalha olímpica. Embora tenha conquistado medalhas em esportes de combate, as expectativas quanto ao país são limitadas e o mesmo deverá se valer de medalhas esporádicas.