sábado, 30 de abril de 2011

FUTEBOL

O Futebol é um dos esportes mais populares do mundo. Logicamente, foi incluído nas primeiras edições dos Jogos Olímpicos, tendo estreiado na edição de 1900, em Paris, França. A modalidade foi palco de muita controvérsia com relação à participação de jogadores profissionais. Até a Segunda Guerra Mundial esta questão não interferiu nos Jogos, já que o Futebol ainda tinha um caráter amador. Porém, a partir dos anos 40 surgiu a proibição com relação à presença de jogadores profissionais. Essa modficiação acabou beneficiando os jogadores dos países do Bloco Socialista, pois eles não eram considerados profissionais, e prejudicando os países com campeonatos melhores estruturados, como Reino Unido, Alemanha, Itália, França e Espanha, incluindo-se também Brasil e Argentina. Assim, os países comunistas dominaram os torneios olímpicos de 1952 a 1980. Porém, em 1980, os medalhistas anteriores foram proibidos de levar os jogadores da edição anterior. Em 1984, em Los Angeles, uma nova alteração permitiu a entrada de jogadores profissionais que não tivessem disputado Copa do Mundo, pois a FIFA não queria sofrer a concorrência dos Jogos Olímpicos. Em 1992, uma nova regra limitou a participação a jogadores menores de 23 anos de idade e a partir de 1996 passou-se a permitir a permitir a convocação de 3 jogadores acima dos 23 anos, independentemente de ter disputado ou não Copas do Mundo. O ano também marcou o ingresso das mulheres nos torneios olímpicos, mas já sem sofrer toda a controvérsia e limitação do torneio masculino. Inicialmente, de 1900 a 1936, as melhores equipes do mundo podiam participar, o que resultou em vitórias de Reino Unido, Uruguai e Itália. Porém, após a Segunda Guerra Mundial, jogadores considerados profissionais não foram permitidos e o domínio passou aos representantes dos países comunistas, considerados amadores. As modificações posteriores ocorridas na década de 80 passaram a equilibrar a disputa, trazendo ao pódio potências tradicionais da modalidade, e também a limitação de idade passou a favorecer as seleções africanas, conhecidas pelo seu domínio em torneios para jogadores junirores, embora haja muitas acusações de falsificação de idade dos jogadores. Os EUA, em virtude da participação feminina, encontram-se na primeira colocação no quadro de medalhas da modalidade em Jogos Olímpicos, com um total de 6, incluindo 3 de ouro, todas das mulheres. O Brasil também possui 6 medalhas, mas nenhuma de ouro. Seu crescimento olímpico deveu-se às alterações nas regras, que permitiram ao país valer-se de alguns dos seus melhores jogadores. Além disso, o crescimento de sua equipe feminina o ajudou a ficar na segunda posuição. A Hungria ocupa o terceiro lugar, com 5 medalhas, 3 de ouro. Todas elas foram obtidas na época em que vigorava as proibições para os jogadores profissionais dos países capitalistas. A União Soviética também possui 5 medalhas, mas apenas 2 de ouro. A maioria de suas conquistas foram facilitadas por causa das regras quanto ao profissionalismo. Porém, em 1988, conseguiu a medalha de ouro num torneio que contou com profissionais de Brasil, Argentina, Alemanha Ocidental e Itália. A Iugoslávia também possui 5 medalhas, mas apenas 1 de ouro. Todas as suas medalhas, exceto a de 1984, vieram do período em que os melhores jogadores de países capitalistas sofriam a proibição de participar dos Jogos por serem considerados profissionais. Para melhor situar o Futebol olímpico, passaremos brevemente por cada torneio.
Em 1900, em Paris, França, o torneio contou com apenas 3 equipes, e o Reino Unido acabou se sagrando campeão ao bater a França por 4-0. Em 1904, em Saint Louis, EUA, novamente houve a participação de apenas 3 equipes, duas dos EUA e uma do Canadá, que se sagrou campeã. Em 1908, em Londres, Reino Unido, o país da cidade anfitriã derrotou a Dinamarca na decisão da medalha de ouro por 2-0. Em 1912, em Estocolmo, Suécia, novamente o Reino Unido sagrou-se campeão, e derrotando pela segunda vez a Dinamarca na final, dessa vez por 4-2. Em 1920, na Antuérpia, o torneio foi marcado por muita controvérsia. A anfitriã Bélgica marcou 2-0 diante da finalista Tchecoslováquia, que reclamou da arbitragem a abandonou a partida após a expulsão de um de seus jogadores. Num complicado sistema de disputa, a Espanha acabou batendo a Holanda para garantir a medalha de prata. Em 1924, em Paris, França, o Uruguai iniciou sua vitoriosa trajetória, que incluiu a vitória por 3-0 diante da Suíça na final. Em 1928, em Amsterdã, Holanda, o Uruguai repetiu o feito, mas, dessa vez, diante da Argentina. Foram necessárias duas partidas, já que a primeira terminara empatada em 1-1, mas na segunda a vitória foi do Uruguai, 2-1. Em 1932 o torneio olímpico de Futebol não foi organizado e em 1936, em Berlim, Alemanha, a Itália obteve a medalha de ouro ao bater a Áustria por 2-1 na final. Em 1948, em Londres, Reino Unido, o torneio foi marcado pela proibição da participação dos melhores jogadores da Europa Ocidental e da América do Sul, considerados profissionais. Ainda assim, a vitória ficou com a Suécia, que bateu a Iugoslávia por 3-1 na final. Em 1952, em Helsinque, Finlândia, os países socialistas, que, teoricamente, não tinham profissionais se beneficiaram da proibição de profissionais, o que excluiu os melhores jogadores de outros países. A Hungria se apresentou com uma equipe poderosa e arrebatou a medalha de ouro ao derrotar a Iugoslávia por 2-0 na final. Em 1956, em Melbourne, Austrália, a União Soviética sagrou-se campeã ao bater a Iugoslávia por 1-0 na decisão da  medalha de ouro. Foi a primeira medalha de ouro da antiga URSS em esportes coletivos. Em 1960, em Roma, Itália, a Iugoslávia, três vezes medalhista de prata, finalmente alcançou a primeira posição ao bater a Dinamarca por 3-1 na final olímpica. Em 1964, em Tóquio, Japão, a medalha de ouro ficou com a Hungria, que venceu a Tchecoslováquia por 2-1 na decisão. Em 1968, na Cidade do México, no México, novamente a medalha de ouro ficou com a Hungria, dessa vez com uma vitória por 4-1 diante da Bulgária. Em 1972, em Munique, Alemanha Ocidental, a Polônia se apresentou com uma forte equipe e arrebatou o título olímpico frente a Hungria, que tentava a terceira medalha de ouro consecutiva, batendo-a por 2-1. Curiosamente, Alemanha Oriental e União Soviética dividiram a medalha de bronze após um empate de 2-2. Em 1976, em Montreal, Canadá, foi a vez da Alemanha Oriental, garantir a medalha de ouro, batendo a Polônia, campeã em 1972, por 3-1 na final. A União Soviética garantiu a terceira posição, ou seja, a medalha de bronze, com uma vitória por 2-0 diante do Brasil. Em 1980, em Moscou, União Soviética, houve uma proibição dos jogadores medalhistas de 1976 participarem dos Jogos. URSS e RDA ficaram enfraquecidos, favorecendo a vitória da Tchecoslováquia, que superou a Alemanha Oriental na final por apenas 1-0. Em 1984, em Los Angeles, EUA, foi permitida a presença de jogadores profissionais que não tivessem participado de Copa do Mundo. O torneio foi afetado pelo boicote dos países do Bloco Socialista, como URSS, RDA e Tchecoslováquia, o que facilitou o caminho da França, ganhadora da medalha de ouro depois de superar o Brasil por 2-0 na final. Em 1988, em Seul, Coreia do Sul, a antiga União Soviética obteve a medalha de ouro diante de poderosas equipes capitalistas do Brasil, da Itália, da Argentina e da Alemanha Ocidental. Superou o Brasil por 2-1 na final. Em 1992, em Barcelona, Espanha, o torneio foi limitado a jogadores menores de 23 anos. Num fraco torneio, a anfitriã Espanha bateu a Polônia por 3-2 na decisão da medalha de ouro. Em 1996, em Atlanta, EUA, o regulamente permitiu a cada equipe a inclusão de 3 jogadores profissionais maiores de 23 anos. A Nigéria surpreendeu e garantiu a medalha de ouro ao derrotar a Argentina por 3-2 na decisão. Anteriormente, havia superado o Brasil por 4-3 na semifinal. No mesmo ano a versão feminina foi incluída nos Jogos, e os EUA ficaram com a medalha de ouro depois de superar a China por 2-1 na final. Em 2000, em Sidney, Austrália, outro país africano, Camarões, garantiu a medalha de ouro, derrotando a Espanha por 5-3 nos penaltes, após empate em 2-2. No torneio feminino, a Noruega surpreendeu os EUA e venceu por 3-2, com o gol de ouro, após empate em 2-2 no tempo normal. Em 2004, em Atenas, Grécia, a Argentina obteve sua primeira medalha de ouro, batendo o Paraguai, que obteve a primeira medalha olímpica de sua história em qualquer esporte, por 1-0. No torneio feminino, os EUA recuperaram a medalha de ouro, batendo o Brasil por 2-1. O Brasil obteve sua primeira medalha olímpica no futebol feminino. Em 2008, em Beijing, China, a Argentina conquistou sua segunda medalha de ouro, com uma vitória por 1-0 diante da Nigéria, devolvendo a derrota que sofrera em 1996. Já no torneio feminino, novamente os EUA superaram o Brasil na final, agora por 1-0. Confira a distribuição das medalhas olímpicas do Futebol entre os países:

País--------Total-----Ouro-----Prata-----Bronze

01.EUA--------6---------3---------2----------1
02.BRA--------6-------------------4----------2
03.HUN--------5---------3---------1----------1
04.SOV--------5---------2--------------------3
05.IUG--------5---------1---------3----------1
06.ARG--------4---------2---------2-----------
07.DIN--------4-------------------3----------1
08.ALE--------4------------------------------4
09.RUN--------3---------3---------------------
10.ESP--------3---------1---------2-----------
10.POL--------3---------1---------2-----------
12.RDA--------3---------1---------1----------1
13.ITA--------3---------1--------------------2
13.NOR--------3---------1--------------------2
13.SUE--------3---------1--------------------2
16.HOL--------3------------------------------3
17.URU--------2---------2---------------------
18.FRA--------2---------1---------1-----------
18.NIG--------2---------1---------1-----------
18.TCH--------2---------1---------1-----------
21.BEL--------2---------1--------------------1
22.BUL--------2-------------------1----------1
23.CAM--------1---------1---------------------
23.CAN--------1---------1---------------------
25.AUT--------1-------------------1-----------
25.CHN--------1-------------------1-----------
25.PAR--------1-------------------1-----------
25.SUI--------1-------------------1-----------
29.CHI--------1------------------------------1
29.GAN--------1------------------------------1
29.JAP--------1------------------------------1
29.RFA--------1------------------------------1

quinta-feira, 28 de abril de 2011

ESGRIMA

A Esgrima é um dos esportes que sempre estiveram no programa olímpico, embora tenha apresentado uma variedade no número de provas nas primeiras edições. Basicamente, é composta por 3 armas, o florete, a espada e o sabre, havendo disputas individuais e por equipes. Porém, de 1896 a 1904, apresentou algumas provas que já não figuram mais no programa, como a prova para mestres de armas (1900) e a de bastão (1904). Em 1908 não foram disputadas as provas de florete e em 1912 a de florete por equipes ficou de fora do programa. Em 1920, em Antuérpia, pela primeira vez foram disputadas as 6 provas masculinas. Em 1924, as mulheres ingressaram na Esgrima olímpica, mas disputando apenas a prova individual de florete. Esse formato de 7 provas, 6 para homens e 1 para as mulheres, permaneceu imutável até os Jogos de 1956, em Melbourne, Austrália, inclusive. Em 1960, em Roma, Itália, a competição feminina de florete foi incluída no programa, que só foi modificado novamente em 1996, em Atlanta, EUA, com a inclusão das competições femininas de espada. O mesmo programa vigorou nos Jogos de 2000, em Sidney, Austrália. Porém, a partir de 2004, em Atenas, Grécia, a política de limitar o número de participantes olímpicos atingiu a Esgrima, e a prova feminina de espada por equipes foi substituída pela individual de sabre. Em 2008, a Esgrima olímpica sofreu mais um duro golpe, com as saídas das disputas por equipe no florete masculino e na espada feminina. A competição masculina no florete por equipes estava no programa, ininterruptamente, desde os Jogos de 1920. Uma tradição de mais de 80 anos foi quebrada. 
A Esgrima não tem sido um esporte que contempla muitos países em termos de medalhas, sendo um monopólio de basicamente 4 países: França, Itália, Hungria e antiga URSS. Os três primeiros ostentam 311 medalhas contra 260 do resto do mundo. A França e a Itália disputam acirradamente a liderança mundial. A França possui 115 medalhas contra 114 da Itália, enquanto os italianos ostentam um número maior de medalhas de ouro, 45 contra 41. Os dois países dominaram fortemente as disputas de Esgrima até os anos 50, dividindo as glórias com a Hungria, que é a terceira maior ganhadora de medalhas olímpicas, com um total de 82, sendo 34 de ouro. A maioria de suas medalhas vieram das disputas no sabre, arma em que deteve a hegemonia mundial por cerca de 4 décadas. A antiga URSS passou a se destacar na modalidade a partir dos anos 60, quando bateu a Itália no quadro de medalhas nos Jogos de Roma, em 1960, no próprio solo italiano. A partir de então foi uma das potências mundiais e acumulou medalhas suficientes para ostentar a quarta posição mundial, mesmo depois de sua extinção em 1991. A Rússia herdou sua força, mas fracassou em 2008, quando obteve uma única medalha. Os EUA seguem na quinta posição, mas apenas ultimamente vem se firmando como uma força da Esgrima. Seu total de medalhas deve-se em muito à atuação de seus esgrimistas nos Jogos de 1904, em que tiveram apenas os cubanos como grandes rivais, o que não os impediu de conquistar várias medalhas. Após este sucesso, só voltaram a ter uma posição dominante em 2008, em Beijing, quando obtiveram 6 medalhas. A Alemanha unificada coloca-se atrás dos norte-americanos, com um total de 23 medalhas, 6 de ouro. Entretanto, a história da alemã deve considerar os resultados dos períodos em que esteve dividida em 2 países. Na época, a Alemanha Ocidental havia se firmado como uma força mundial, dividindo medalhas com França, Itália, Hungria e URSS. Somando-se todas as medalhas da Alemanha, chega-se a um total de 40, mas para efeito de quadro de medalhas não devemos ignorar os acontecimentos históricos, algo que nos obriga a dividir as medalhas alemãs em 3 países: Alemanha unificada, Alemanha Ocidental e Alemanha Oriental. Os alemães apresentam melhor desempenho na espada e no florete. Depois da Alemanha Unificada surge a Polônia, com um total de 22 medalhas, 4 de ouro. Suas conquistas se concentram basicamente no florete e no sabre. Para um melhor entendimento da participação vitoriosa dos países na Esgrima dos Jogos Olímpicos, devemos traçar uma trajetória da modalidade a cada edição olímpica. Em 1896, em Atenas, Grécia, o país da cidade anfitriã, a Grécia, ficou com 5 medalhas, seguida pela França, com 3. Em 1900, em Paris, França, os anfitriões dominaram fortemente as disputas, somando 15 medalhas, contra apenas 2 dos concorrentes mais próximos, Cuba e Itália. Em 1904, em Saint Louis, EUA, os anfitriões dominaram as competições com 10 medalhas, sendo seguidos por Cuba, com 3. Porém, os cubanos ficaram com 3 de ouro contra apenas 1 dos norte-americanos. Em 1908, em Londres, Reino Unido, França, com 4 medalhas, e Hungria, com 3, foram os países de melhor desempenho. Em 1912, em Estocolmo, Suécia, a Hungria obteve o melhor desempenho (4 medalhas), seguida pela Bélgica (3 medalhas). Em 1920, em Antuérpia, Bélgica, a França obteve 8 medalhas, mas venceu apenas 1 prova, enquanto a Itália somou 5 medalhas de ouro, subindo ao pódio 6 vezes. Em 1924, em Paris, França, a anfitriã dominou as disputas, somando 6 medalhas. Foi seguida por Bélgica e Hungria. Em 1928, em Amsterdã, Holanda, França, Itália e Hungria ficaram com 2 medalhas de ouro cada um, porém França e Itália somaram 5 no total, contra 3 dos húngaros. Em 1932, em Los Angeles, EUA, a Itália somou 8 medalhas, embora tenha vencido apenas 2 disputas, assim como França e Hungria. Em 1936, em Berlim, Alemanha, a Itália novamente marcou presença com um total de 9 medalhas, 4 de ouro. Foi seguida de longe pela Hungria, 4 medalhas, 3 de ouro. Em 1948, em Londres, Reino Unido, a Itália novamente foi a maior medalhista, com 6 pódios. Porém, venceu apenas uma prova, enquanto França e Hungria sagraram-se campeões em três provas cada um. Em 1952, em Helsinque, Finlândia, mais uma vez a Itália dominou a maioria das posições no pódio, com um total de 8 medalhas, 3 de ouro. A Hungria somou 6, 2 de ouro. Em 1956, em Melbourne, Austrália, a Itália novamente dominou as competições, com 7 medalhas contra 4 de Hungria e França. Em 1960, em Roma, Itália, surgiu uma grande mudança na lista das potências da modalidade. A União Soviética despontou como grande força e acabou conquistando um total de 7 medalhas, 3 de ouro, desbancando a anfitriã Itália, que se limitou a 6 medalhas, 2 de ouro. Em 1964, em Tóquio, Japão, a União Soviética novamente dominou as disputas, com um total de 6 medalhas, 3 de ouro. Entretanto, a Hungria também se fez notar ao somar 4 medalhas de ouro. Em 1968, na Cidade do México, México, a União Soviética e a Hungria obtiveram 7 medalhas cada um, porém os soviéticos venceram 3 provas contra 2 dos húngaros. Em 1972, em Munique, Alemanha Ocidental, Hungria e União Soviética novamente disputaram acirradamente as medalhas. A Hungria somou um total de 8 contra 7 da União Soviética, sendo que cada país venceu duas provas. Em 1976, em Montreal, Canadá, a União Soviética retomou seu domínio ao conquistar um total de 7 medalhas, 3 de ouro. Foi seguida pela Alemanha Ocidental, que surgiu para o mundo na modalidade ao conquistar 4 medalhas, 2 de ouro. Em 1980, em Moscou, União Soviética, o boicote acabou tirando a Alemanha Ocidental das competições, mas o nível das disputas continuou alto. A União Soviética, mais uma vez, foi o país com maior número de medalhas, com um total de 8, sendo 3 de ouro. Entretanto, tiveram que assistir a uma grande atuação da França, que somou 6 medalhas, mas venceu 4 provas. Em 1984, em Los Angeles, EUA, novamente o boicote interferiu nos resultados, deixando a União Soviética e a Hungria de fora das disputas, isso sem falar em outros países socialistas cotados ao póido. Itália e França aproveitaram a ocasião e travaram uma empolgante disputa no quadro de medalhas, com predomínio dos italianos, 7 medalhas, 3 de ouro, sobre os franceses, 7 medalhas, 2 de ouro. Em 1988, em Seul, Coreia do Sul, sem boicotes expressivos, a Alemanha Ocidental dominou as competições pela primeira vez ao somar um total de 7 medalhas, 3 de ouro, superando a União Soviética, 5 medalhas, 1 de ouro. A França, com 2 medalhas de ouro, subiu apenas 3 vezes no pódio. Em 1992, em Barcelona, Espanha, a França obteve o melhor desempenho, 5 medalhas, 2 de ouro, superando a Equipe Unificada, antiga URSS, que também somou 5 medalhas, mas apenas 1 de ouro. Alemanha e Itália somaram 3 medalhas, 2 de ouro, cada um. Em 1996, em Atlanta, EUA, a disputa pela liderança foi emocionante, com a Rússia somando 7 medalhas, 4 de ouro. Porém, França e Itália também chegaram 7 vezes ao pódio, com os italianos vencendo 3 provas e os franceses 2. Em 2000, em Sidney, Austrália, houve grande equilíbrio entre os países. A França obteve 6 medalhas, 1 de ouro, e foi o país que mais vezes chegou ao pódio. A Itália somou 5 medalhas, mas alcançou 3 vitórias, assim como fez a Rússia, que chegou 4 vezes ao pódio. Em 2004, em Atenas, Grécia, os dois gigantes da Esgrima novamente disputaram a liderança. A Itália obteve 7 medalhas, 3 de ouro, superando a França, 6 medalhas, também 3 de ouro. Em 2008, em Beijing, China, a França retomou a primeira posição, com um total de 7 medalhas. 2 de ouro. Os Estados Unidos causaram grande surpresa quando somaram um total de 6 medalhas, 1 de ouro. Quatro das medalhas norte-americanas vieram das competições femininas de sabre. Confira o quadro geral de medalhas da Esgrima em Jogos Olímpicos:

País-----------Total-----Ouro-----Prata-----Bronze

01.FRA----------115-------41--------40--------34
02.ITA----------114-------45--------38--------31
03.HUN-----------82-------34--------22--------26
04.SOV-----------49-------18--------15--------16
05.EUA-----------26--------3---------9--------14
06.ALE-----------23--------6---------7--------10
07.POL-----------22--------4---------9---------9
08.RUS-----------16--------9---------2---------5
09.RFA-----------16--------7---------8---------1
10.ROM-----------14--------3---------4---------7
11.CUB-----------10--------4---------3---------3
12.BEL-----------10--------3---------3---------4
13.CHN------------9--------2---------6---------1
14.RUN------------9--------1---------8----------
15.SUI------------8--------1---------4---------3
16.SUE------------7--------2---------3---------2
17.AUT------------7--------1---------1---------5
18.DIN------------6--------1---------2---------3
19.GRE------------5--------2---------1---------2
20.EUN------------5--------1---------2---------2
21.HOL------------5----------------------------5
22.COS------------3--------1---------1---------1
23.UCR------------2--------1-------------------1
24.BOH------------2----------------------------2
25.JAP------------1------------------1----------
25.MEX------------1------------------1----------
25.RDA------------1------------------1----------
28.ARG------------1----------------------------1
28.ESP------------1----------------------------1
28.POR------------1----------------------------1 

segunda-feira, 25 de abril de 2011

CICLISMO

O Ciclismo integra o programa dos Jogos Olímpicos desde a sua primeira edição em 1896, em Atenas, Grécia. Entretanto, nas primeiras edições, mais precisamente de 1896 a 1912, não apresentou um programa de provas padronizado, havendo grande variação de uma a outra. Além disso, as mulheres somente foram admitidas no Ciclismo olímpico a partir de 1984, em Los Angeles, Estados Unidos, e somente numa disputa de estrada. Em 1988, em Seul, Coreia do Sul, estreiaram também na pista.
Na primeira edição dos Jogos, em 1896, em Atenas, Grécia, a França foi o país dominante no quadro de medalhas, vencendo 4 de 6 provas, sendo seguida pela anfitriã Grécia. Em 1900, em Paris, França, houve a disputa de várias provas, mas reservadas a ciclistas profissionais. Para amadores, foram apenas 3 disputas, que tiveram um forte domínio da anfitriã França. Em 1904, em Saint Louis, EUA, houve a participação de apenas ciclistas norte-americanos e, logicamente, acabaram ficando com todas as medalhas em disputa. Curiosamente, as provas seguiram o sistema britânico de medidas, com as distâncias em milhas. O Reino Unido dominou amplamente as provas dos Jogos de 1908, em seu próprio território, em Londres. Venceu 5 das 7 provas, o que não impediu que uma das provas, a de velocidade, ficasse sem vencedor por ultrapassagem do tempo de disputa. Em 1912, em Estocolmo, Suécia, não foram realizadas competições de pista, apenas duas de estrada. África do Sul e Suécia dividiram as honras. Em 1920, em Antuérpia, Bélgica, o programa de provas passou a ter um formato que perduraria por vários Jogos Olímpicos, mas ainda sem as disputas do quilômetro e da perseguição individual. O Reino Unido foi o país com melhor desempenho. Em 1924, em Paris, França, pela primeira vez na história o programa permaneceu inalterado em relação aos Jogos anteriores. A anfitriã França, com 4 vitórias, dominou amplamente as competições. Em 1928, em Amsterdã, Holanda, o programa foi alterado com a inclusão da prova do quilômetro e a exclusão da competição de 50km, e dessa forma prmaneceu até a edição de 1960, inclusive. Outra novidade foi a prevalência da anfitriã Holanda e da Dinamarca sobre os demais países. Em 1932, em Los Angeles, EUA, a Itália passou a dominar o Ciclismo olímpico, apesar de forte resistência da França. Os italianos venceram 3 provas, enquanto os franceses obtiveram apenas uma vitória. Porém, em 1936, em Berlim, Alemanha, a França foi o grande destaque, com um total de 7 medalhas, ficando bem à frente da anfitriã Alemanha e da Holanda, seus principais adversários. Em 1948, em Londres, Reino Unido, A França manteve sua liderança, mas foi seguida de perto pela Itália. O Reino Unido obteve 5 medalhas, mas não venceu qualquer prova. Em 1952, em Helsinque, Finlândia, houve uma grande mudança entre os principais destaques da modalidade. Embora a Itália tenha mantido sua tradição, foi seguida de perto por Bélgica e Austrália. Além disso, a França fracassou fortemente, assim como o Reino Unido. Em 1956, em Melbourne, Austrália, Itália e França retomaram o antigo domínio, vencendo 5 das 6 provas. Porém, a anfitriã Austrália venceu a única prova não dominada pelas duas potências. Em 1960, em Roma, Itália, o país anfitrião encontrou o cenário perfeito para exercer o seu domínio, que culminou na conquista de 5 das 6 medalhas de ouro em disputa. Porém, um novo país despontava entre as forças da modalidade, a URSS, vencedora da única prova que escapou ao domínio dos italianos e frequentadora do pódio em mais 4 provas. Em 1964, em Tóquio, Japão, o programa foi ampliado com a inclusão da prova individual de perseguição, mas novamente o país que dominou as disputas foi a Itália, com 3 vitórias e medalhas em todas as provas. Em 1968, na Cidade do México, no México, a França retomou seu domínio, inclusive com 4 vitórias em 7 provas, todas elas nas provas de pista. Foi seguida por Dinamarca e Itália. Em 1972, em Munique, Alemanha Ocidental, a União Soviética liderou pela primeira vez a modalidade, sendo o único país a vencer mais de uma prova, com 2 vitórias. A prova de velocidade tandém, em que dois ciclistas pedalam juntos numa mesma bicicleta, marcou sua última aparição olímpica. Em 1976, em Montreal, Canadá, o programa de provas foi reduzido com a exclusão da prova de velocidade tandém. A Alemanha Oriental foi o país com maior número de medalhas, 3 no total, mas a Alemanha Ocidental foi a única a ter vencido duas provas. Houve grande equilíbrio na distribuição das medalhas. Em 1980, em Moscou, União Soviética, atual Rússia, o boicote dos EUA e aliados tirou a forte Alemanha Ocidental dos Jogos. Porém, as duas grandes potências do Ciclismo mundial na época estiveram presentes, a anfitriã União Soviética, 6 medalhas, 3 de ouro, e a Alemanha Oriental, 4 medalhas, 2 de ouro. Em 1984, em Los Angeles, o progama sofreu uma forte modificação com a inclusão da primeira prova feminina, uma de estrada, e com o ingresso da competição masculina de pontos. Entretanto, o nível das competições ficou comprometido devido à ausência das duas grandes potências mundiais, a URSS e a RDA, que boicotaram aquela edição dos Jogos. Sem elas, o destaque ficou por conta dos EUA, que gozavam de pouca tradição na modalidade mas que haviam se preparado intensamente para obter grandes resultados em casa. A conquista de 9 medalhas, 4 de ouro, serviram para confirmar o preparo dos ciclistas dos EUA. A prova feminina também foi vencida pelos anfitriões. Em 1988, em Seul, Coreia do Sul, o programa foi ampliado com o ingresso da competição feminina de velocidade. Sem boicotes, União Soviética, com 4 vitórias, e Alemanha Oriental, com 3, retomaram seu domínio. Entretanto, mudanças políticas colocaram fim à URSS e acabaram afetando as competições dos Jogos de 1992, em Barcelona, Espanha. A Alemanha, novamente unificada, dominou as disputas, vencendo 4 de 10 provas. O progama feminino foi ampliado com o ingresso da competição individual de perseguição. A antiga URSS, agora dividida, limitou-se a duas medalhas obtidas pelos países bálticos, Letônia e Estônia. Em 1996, em Atlanta, EUA, o programa do Ciclismo passou por uma grande revolução, o que elevou de 10 para 14 o seu número de provas. As maiores novidades foram as provas de mountain-bike e de estrada contra o relógio, para homens e mulheres. Além disso, também foi incluída uma prova feminina de pontos, enquanto a competição de estrada por equipes foi excluída. França e Itália voltaram a dominar a modalidade, aproveitando-se do fim da URSS e de um declínio alemão, ficando com 9 dos 14 títulos em disputa. Em 2000, em Sidney, Austrália, o programa novamente foi ampliado, chegando a um total de 18 provas. Foram incluídas as competições masculinas de velocidade olímpica, keirin e madison e a feminina de 500m contra o relógio. França, Alemanha e Holanda dominaram fortemente as competições, sendo que a Alemanha chegou a 10 medalhas. Outra novidade foi o fato dos países soviéticos chegarem a 8 medalhas, depois de dois Jogos Olímpicos em decadência. Em 2004, em Atenas, Grécia, o programa permaneceu inalterado, com suas 18 provas. A Austrália foi o grande destaque das competições ao somar um total de 10 medalhas, 6 de ouro. Reino Unido, Alemanha e Rússia também se destacaram. Em 2008, em Beijing, China, o programa permaneceu com 18 provas, mas as competições de quilômetro, masculina, e 500m, feminina, saíram do programa e foram substituídas pelas competições masculina e feminina de BMX. O Reino Unido apresentou um excepcional desempenho ao conquistar um total de 14 medalhas, incluindo incríveis 8 de ouro. Foi seguida de longe pela França, 6 medalhas, e pelos EUA, 5 medalhas. 
No geral, a França é o país com melhor desempenho no Ciclismo olímpico, somando um total de 87 medalhas, 40 de ouro. Realizou grandes campanhas em 1924, 1936, 1948, 1968, 1996 e 2000. Além disso, suas medalhas estão distribuídas dentre as mais variadas provas. O Reino Unido encontra-se em segundo lugar, com um total de 63 medalhas, 18 de ouro. Teve desempenhos fantásticos em 1908, quando sediou o evento, e em 2008, com a conquista de 14 medalhas, 8 de ouro, nos Jogos de Beijing. Se mantiver seus resultados, poderá se aproximar da líder França. A Itália é a terceira maior medalhista da história do Ciclismo, com 58 pódios, 33 em primeiro lugar. Seu apogeu ocorreu de 1952 a 1968, mas ainda conseguiu grandes resultados nos anos 90 do século passado. Os Estados Unidos estão em quarto lugar com um total de 50 medalhas, 14 de ouro. Entretanto, sua colocação não reflete verdadeiramente seu desempenho ciclístico. 21 de suas medalhas foram obtidas em 1904, quando somente ciclistas norte-americanos participaram dos Jogos. Além disso, os norte-americanos obtiveram 9 medalhas nos Jogos de 1984, fortemente afetados pelo boicote de Alemanha Oriental e União Soviética. Ainda assim, ultimamente, os ciclistas dos EUA vem conseguindo bons resultados, elevando seu número de medalhas. A Alemanha aparece com um total de 43 medalhas, 13 de ouro. Seus melhores resultados ocorreram após a reunificação, em 1992 e 2000. Entretanto, a análise da Alemanha é bastante complicada, pois seu desempenho considera apenas a campanha de 1896 a 1964 e de 1992 a 2008. O período de 1968 a 1988 foi marcado pela divisão das equipes em oriental e ocidental. Somando-se todas as medalhas alemãs, o país teria 73 medalhas, estaria, portanto, em segundo lugar, atrás apenas da França. A Austrália vem a seguir, após a Alemanha, com um total de 42 medalhas, 13 de ouro. Seus melhores resultados ocorreram nos anos 50 e 90 do Século passado, bem como nos Jogos de 2004, em Atenas, Grécia. A Holanda é outro país de grande destaque no Ciclismo, com um total de 40 medalhas. Suas conquistas estão bem distribuídas pelas edições olímpicas, mas não se pode esquecer seu forte desempenho em 1928 e suas vitórias no ano 2000 nas provas femininas. Confira a distribuição das medalhas olímpicas do Ciclismo entre os países:

País-------Total-----Ouro-----Prata-----Bronze

FRA---------87--------40--------24--------23
RUN---------63--------18--------24--------21
ITA---------58--------33--------17---------8
EUA---------50--------14--------15--------21
ALE---------43--------13--------14--------16
AUS---------42--------13--------16--------13
HOL---------40--------15--------16---------9
SOV---------24--------11---------4---------9
BEL---------24---------6---------8--------10
DIN---------22---------6---------8---------8
RDA---------16---------6---------6---------4
SUI---------16---------3---------6---------7
SUE---------15---------3---------4---------8
ESP---------14---------5---------5---------4
RFA---------14---------4---------5---------5
RUS---------13---------4---------4---------5
CAN---------11---------1---------5---------5
POL----------9-------------------6---------3
AFS----------8---------1---------4---------3
TCH----------6---------2---------2---------2
GRE----------4---------1---------3----------
NZE----------4---------1---------1---------2
JAP----------4-------------------1---------3
NOR----------3---------2-------------------1
AUT----------3---------1-------------------2
CHN----------3-------------------1---------2
UCR----------3-------------------1---------2
LET----------2---------1-------------------1
MEX----------2-------------------1---------1
ARG----------1---------1--------------------
EST----------1---------1--------------------
CAZ----------1-------------------1----------
CUB----------1-------------------1----------
POR----------1-------------------1----------
URU----------1-------------------1----------
BIE----------1-----------------------------1
JAM----------1-----------------------------1
LIT----------1-----------------------------1

domingo, 24 de abril de 2011

CANOAGEM

A Canoagem somente ingressou no programa olímpico a partir dos Jogos Olímpicos de 1936, realizados em Berlim, Alemanha. Porém, foram disputadas apenas provas masculinas. As mulheres ingressaram na Canoagem olímpica a partir de 1948, com a realização de uma prova individual de caiaque. Entretanto a Canoagem foi esporte de demonstração nos Jogos de Paris, em 1924. Na primeira edição em que distribuiu medalha oficialmente, a modalidade foi dominada por Áustria e Alemanha. Em 1948, os destaques ficaram por conta da Suécia e da Tchecoslováquia. Mas em 1952, em Helsinque, foi a vez da anfitriã Finlândia dominar as competições, acompanha pela Suécia. Os Jogos de 1956, em Melbourne, Austrália, marcaram um ponto de transição na canoagem olímpica, que passou a ser dominada pelos países do Leste Europeu, com destaque para União Soviética, Romênia e Hungria. Este ano marcou a última vez que a disputa de 10.000m foi realizada, o qu provocou uma redução no número de provas nas edições seguintes. Em 1960, em Roma, novamente domínio soviético e húngaro. A URSS continuou dominante em 1964, em Tóquio, dividindo muitos pódios com a Romênia. Em 1968, na Cidade do México, a União Soviética e a Hungria dominaram fortemente, deixando, cada país, de subir uma única vez no pódio. Em 1972, em Munique, Alemanha Ocidental, o programa sofreu uma forte mudança com o ingresso das competições em corredeiras. A Alemanha Oriental, que havia construído um percurso idêntico ao alemão-ocidental, acabou vencendo as quatro provas. Entretanto, as provas em corredeiras foram abandonadas nas edições seguintes, retornando apenas em 1992. Nas prova de regata, domínio absoluto da União Soviética, vencedora de 6 das 7 provas. Em 1976, em Montreal, a União Soviética foi absoluta, com 6 vitórias. Porém dividiu muitos pódios com a Alemanha Oriental e a Hungria. Em 1980, em Moscou, URSS, Alemanha Oriental e União Soviética foram os dominantes, mas outros países do Leste europeu, como Romênia, Hungria e Bulgária, fizeram-se presentes. O boicote dos países aliados dos EUA, pouco afetou o nível das competições. Totalmente diferente ocorreu em 1984, em Los Angeles, EUA, quando a União Soviética e muitos dos seus aliados não compareceram aos Jogos. Vários candidatos ao pódio ficaram de fora do evento, o que abriu oportunidade para o retorno dos suecos e a ascensão da Nova Zelândia. Porém, em 1988, em Seul, Coreia do Sul, os países do Leste Europeu retomaram seu domínio, com destaque para Alemanha Oriental e União Soviética. Entretanto, os EUA surpreenderam ao conquistar duas medalhas de ouro. Em 1992, em Barcelona, as competições foram afetadas pelas mudanças ocorridas no Leste Europeu e pelo ingresso das disputas em corredeiras. A Alemanha reinou com muita propriedade, assim com a Hungria, nas provas em águas calmas. Nas disputas em corredeiras, as medalhas foram bem divididas, havendo equilíbrio entre EUA, Tchecoslováquia, Alemanha e França. Em 1996, em Atlanta, as tradicionais Hungria e Alemanha receberam a companhia da Itália, que foi um dos destaques nas águas calmas. Nas corredeiras, Tchecoslováquia, França e Alemanha dominaram as competições. Em 2000, em Sidney, Alemanha e Hungria novamente dominaram nas águas calmas, enquanto França, Eslováquia e República Tcheca dividiram as honras nas corredeiras. Em 2004, em Atenas, novamente Hungria e Alemanha ficaram com a maior número de medalhas nas regatas, enquanto Eslováquia e França voltaram a dominar nas provas de eslalom. Em 2008, em Beijing, a Eslováquia monopolizou as provas em corredeiras, enquanto a Alemanha foi o maior destaque nas regatas, embora os Jogos tenham sido marcados pelo retorno dos antigos países soviéticos aos lugares mais altos do pódio na modalidade, principalmente Rússia, Bielorrússia e Ucrânia. A Hungria é a grande líder mundial da Canoagem olímpica, com um total de 71 medalhas, apesar das suas 19 medalhas de ouro a colocarem apenas em terceiro lugar em número de vitórias. A totalidade de suas medalhas foram obtidas nas provas em regatas, já que não possui qualquer tradição em corredeiras. A Alemanha encontra-se na segunda colocação, com um total de 66 medlahas, 29 de ouro. Entretanto, o resultado considerado engloba apenas o período de 1936 a 1964 e a partir de 1992. O país é forte tanto nas regatas quanto nas corredeiras. Deveria estar em primeiro lugar no ranking olímpico, já que sofreu divisão por causa da guerra. Somadas as medalhas conquistadas enquanto estava dividida, um total de 41, o total alemão chega a 107, muito acima do recorde húngaro. Portanto, a grande força da Canoagem é a Alemanha, mas por questões históricas deve ser colocada na segunda posição. A União Soviética, que se destacou apenas em provas de regatas, ainda ocupa a terceira colocação no quadro de medalhas, com um total de 51, sendo 29 de ouro, mesmo tendo competido apenas de 1952 a 1988. Apresentou desempenho tão regular nas disputas, mantendo-se sempre entre os primeiros a partir de 1956, que ainda é uma das líderes mundiais, apesar de já não competir há exatas cinco edições olímpicas. A Romênia ocupa uma surpreendente quarta posição, com um total de 34 medalhas, 10 de ouro. No período comunista, foi um dos países mais fortes do mundo na modalidade. A França se encontra com 31 medalhas, 5 de ouro. Apresento maior evolução a partir do reingresso das competições em corredeiras, nas quais se destaca. A seguir encontra-se a Suécia, com um total de 30 medalhas, 15 de ouro. Destacou-se de 1948 a 1964 e depois nos boicotados Jogos de 1984. A RDA, antiga Alemanha Oriental, também possui 30 medalhas, mas disputou apenas 5 Jogos Olímpicos. Porém, dominou as provas de corredeiras em 1972, e passou a ser uma líder mundial nas de regata a partir de 1976. Posteriormente, seus competidores passaram a defender a Alemanha unificada e por um bom tempo conseguiram manter o país na primeira posição. Confira a distribuição das medalhas olímpicas da Canoagem por país:

País--------Total-----Ouro-----Prata-----Bronze

01.HUN--------71-------19--------27---------25
02.ALE--------66-------29--------19---------18
03.SOV--------51-------29--------13----------9
04.ROM--------34-------10--------10---------14
05.FRA--------31--------5---------8---------18
06.SUE--------30-------15--------11----------4
07.RDA--------30-------14---------7----------9
08.CAN--------21--------4---------9----------8
09.AUS--------20--------2---------7---------11
10.BUL--------17--------4---------5----------8
11.POL--------17------------------6---------11
12.EUA--------16--------5---------5----------6
13.ITA--------15--------5---------6----------4
14.AUT--------14--------3---------5----------6
15.ESQ--------13--------7---------4----------2
16.NOR--------13--------5---------4----------4
17.DIN--------13--------3---------5----------5
18.TCH--------12--------7---------4----------1
19.RFA--------11--------2---------6----------3
20.FIN--------10--------5---------2----------3
21.RTC---------9--------4---------3----------2
22.ESP---------9--------2---------5----------2
23.RUN---------9--------1---------4----------4
24.NZE---------8--------5---------2----------1
25.RUS---------8--------1---------3----------4
26.HOL---------8------------------3----------5
27.IUG---------5--------2---------2----------1
28.BIE---------4--------2--------------------2
29.UCR---------3--------1--------------------2
30.CUB---------3------------------3-----------
31.CHN---------2--------2---------------------
32.EUN---------2--------1---------1-----------
33.LET---------2------------------2-----------
34.ESL---------1------------------1-----------
34.MOL---------1------------------1-----------
34.SUI---------1------------------1-----------
37.ISR---------1-----------------------------1
37.TOG---------1-----------------------------1

quarta-feira, 20 de abril de 2011

BOXE

O Boxe, ou Pugilismo, ingressou no programa olímpico já na edição de 1904, em Saint Louis, Estados Unidos. Foi disputado também em 1908, em Londres, Reino Unido. Na primeira ocasião o torneio apenas com pugilistas do país anfitrião, já em 1908 possuiu um caráter internacional. Não foi disputado em 1912, porque os suecos eram contrários à prática da modalidade e retornou ao programa apenas em 1920, em Antuérpia, Bélgica. Até 1924, foi permitida a participação de mais de um pugilista por país por categoria. Porém, a partir de 1928, em Amsterdã, Holanda, passou a vigorar a presença de somente um pugilista por país em cada categoria de peso. Até 1948, em Londres, Reino Unido, os pugilistas perdedores das semifinais disputavam a medalha de bronze. Porém, a partir de 1952, em Helsinque, Finlândia, o regulamento passou a conceder duas medalhas de bronze por categoria de peso para os perdedores das semifinais, dispensando a disputa do terceiro lugar. As primeiras competições de Boxe foram dominadas por norte-americanos e britânicos, os quais foram acompanhados de argentinos, sul-africanos, italianos, franceses e húngaros até 1948. A partir dos anos 50, os países do leste europeu passaram a dominar as competições, com destaque para os soviéticos e poloneses, ao lado de norte-americanos e italianos. A partir dos anos 70 houve uma grande revolução dentro do Boxe olímpico com a fortíssima ascensão de Cuba, que passou a dominar os torneios olímpicos. Alemanha Oriental, Bulgária e Iugoslávia também passaram a se destacar, enquanto alguns países africanos passaram a frequentar os pódios. Os anos 80 testemunharam grandes boicotes, principalmente o dos cubanos em 1984 e 1988, mas ainda foram palco para o bom desempenho de pugilistas sul-coreanos. Os anos 90 foram marcados pelo fim da URSS e o declínio do Leste Europeu, o que acabou repercutindo fortemente no Boxe, já que antigas repúblicas soviéticas, principalmente Rússia, Casaquistão, Usbequistão e Ucrânia passaram a frequentar assiduamente os pódios olímpicos, diminuindo as medalhas disponíveis para outros países. Cuba ainda segue como grande força da modalidade, mas passou um grande vexame em Beijing, China, em 2008, ao não obter qualquer título olímpico. Foi a primeira vez que isso ocorreu desde 1972. Porém, a grande surpresa acabou sendo a China, uma nova força da modalidade e que obteve suas primeiras medalhas de ouro. Em 2012, em Londres, Reino Unido, as mulheres ingressarão pela primeira vez no torneio olímpico, disputando 3 categorias de peso. Sua inclusão na modalidade acaba por igualar ainda mais a participação feminina em relação à masculina no grande evento do esporte mundial, qual seja, os Jogos Olímpicos. Ao longo dos mais de 100 anos de disputas olímpicas no Boxe, os Estados Unidos assumiram uma posição de liderança no quadro de medalhas, com um total de 106 medalhas, 48 de ouro. Logicamente, foram fortemente beneficiados pelo torneio de 1904, pelo boicote de 1984 e 1988. Entretanto, não se pode ignorar a competência dos norte-americanos em conquistar medalhas ao longo da história, com equipes fenomenais, como as de 1952, 1960, 1968 e 1976. Muitos de seus campeões seguiram trajetória vitoriosa no profissionalismo. Cuba é a segunda grande força do mundo, com um total de 63 medalhas, incluindo 32 de ouro. Foi prejudicadíssima pelos boicotes de 1984 e 1988, o que não lhe permitiu se aproximar ainda mais dos norte-americanos em termos de medalhas de ouro. Atualmente enfrenta grandes dificuldades em virtude da crise econômica e também da deserção de seus melhores pugilistas, que acabam fugindo do país e aderindo ao profissionalismo. A União Soviética, embora tenha disputado apenas os torneios de 1952 a 1988, ainda figura como terceira força olímpica, com um total de 51 medalhas, 14 de ouro. Travou grandes disputas com os norte-americanos nos anos 50 e 60, mas perderam muito de sua força a partir da ascensão cubana. Curiosamente, foram os soviéticos que forneceram os primeiros treinadores ao time cubano. Após seu colapso, em 1991, seus boxeadores passaram a conquistar um maior número de medalhas, representados individualmente pelas várias repúblicas, com destaque para Rússia, Cazaquistão, Ucrânia e Usbequistão. O Reino Unido figura na quarta posição no quadro geral de medalhas do Boxe, beneficiados em grande parte pela forte atuação nos Jogos de 1908, em Londres, em seu território, quando o torneio permitiu vários competidores de um mesmo país numa mesma categoria de peso. Porém, regulares atuações até os anos 60 garantiram a manutenção do país como uma das forças da modalidade. A partir dos anos 70 a situação mudou drasticamente, já que os pugilistas do Reino Unido não foram páreo para norte-americanos, cubanos e europeus orientais. Somente passaram a figurar novamente com algum destaque no Boxe olímpico a partir do ano 2000, com a conquista de uma medalha de ouro, a primeira desde a sua última conquista em 1968. A Itália também possui grande destaque, como atestam suas 44 medalhas olímpicas, incluindo 15 de ouro. O país passou a se destacar já nos anos 20 do Século passado, atingindo o seu ápice nos anos 60. Depois de certo ostracismo nos anos 70, obteve algum destaque nos anos 80, graças, principalmente, aos boicotes olímpicos. Atualmente, apresenta alguns bons pugilistas em condição de manter a evolução do país. Por fim, não se pode deixar de mencionar a Polônia, sexta no quadro geral de medalhas, com um total de 43 pódios, 8 vezes com a de ouro. Destacou-se principalmente nos anos 60 e 70, acumulando um razoável total de medalhas. Já nos anos 80, iniciou seu declínio, não conseguindo repetir os desempenhos anteriores, mesmo favorecidos pelos boicotes. Atualmente, não possui qualquer expressão na modalidade. A questão do Profissionalismo já foi muito discutida na modalidade, já que os profissionais não são permitidos nos Jogos Olímpicos. Muitos afirmavam que países como EUA, Coreia do Sul, México e Itália acabavam prejudicados por poderem enviar apenas competidores inexperientes aos Jogos, já que seus melhores pugilistas atingiam o profissionalismo precocemente. Outros países, como URSS, Polônia, Cuba e outros do Leste Europeu acabavam beneficiados por poderem contar com seus melhores pugilistas, muito mais experientes que os dos demais países. Essa questão caiu por terra a partir do momento em que houve a queda da Cortina de Ferro e muitos boxeadores do Leste Europeu e de Cuba acabaram aderindo ao profissionalismo. Curiosamente, aqueles países que se diziam prejudicados não melhoraram seus desempenhos. Uma característica marcante do Boxe dentro dos Jogos Olímpicos reside no fato de possibilitar a um número maior de países a obtenção de medalhas olímpicas, mesmo que sejam pobres e com limitados recursos financeiros. Talvez seja o mais democrático esporte do programa olímpico. Confira como essa afirmação se reflete na distribuição das medalhas do Boxe por países:

País-------Total-----Ouro-----Prata-----Bronze

01.EUA------106-------48--------23---------35
02.CUB-------63-------32--------19---------12
03.SOV-------51-------14--------19---------18
04.RUN-------48-------14--------11---------23
05.ITA-------44-------15--------13---------16
06.POL-------43--------8---------9---------26
07.ALE-------28--------5--------12---------11
08.ROM-------25--------1---------9---------15
09.ARG-------24--------7---------7---------10
10.HUN-------20-------10---------2----------8
11.RUS-------20--------8---------3----------9
12.AFS-------19--------6---------4----------9
13.FRA-------19--------4---------7----------8
14.COS-------19--------3---------6---------10
15.BUL-------17--------4---------5----------8
16.CAN-------17--------3---------7----------7
17.FIN-------14--------2---------1---------11
18.CAZ-------13--------5---------4----------4
19.RDA-------13--------5---------2----------6
20.TAI-------13--------4---------3----------6
21.MEX-------12--------2---------3----------7
22.DIN-------12--------1---------5----------6
23.IRL-------12--------1---------4----------7
24.IUG-------11--------3---------2----------6
25.SUE-------11------------------5----------6
26.UCR--------9--------2---------2----------5
27.CON--------8--------2---------3----------3
28.QUE--------7--------1---------1----------5
29.TCH--------6--------3---------1----------2
30.HOL--------6--------1---------1----------4
31.ALG--------6--------1--------------------5
31.RFA--------6--------1--------------------5
31.UZB--------6--------1--------------------5
34.NGR--------6------------------3----------3
35.PRC--------6------------------1----------5
36.CHN--------5--------2---------1----------2
37.NOR--------5--------1---------2----------2
37.VEN--------5--------1---------2----------2
39.AUS--------5------------------2----------3
39.FIL--------5------------------2----------3
39.TUR--------5------------------2----------3
42.BEL--------4--------1---------1----------2
42.MOG--------4--------1---------1----------2
44.UGA--------4------------------3----------1
45.ESP--------4------------------2----------2
46.AZE--------4-----------------------------4
47.NZE--------3--------1---------1----------1
48.JAP--------3--------1--------------------2
49.CHI--------3------------------1----------2
49.EGI--------3------------------1----------2
49.GAN--------3------------------1----------2
52.COL--------3-----------------------------3
52.MAR--------3-----------------------------3
54.RDM--------2--------1--------------------1
55.BIE--------2------------------2-----------
56.CAM--------2------------------1----------1
56.EUN--------2------------------1----------1
58.MOL--------2-----------------------------2
58.TUN--------2-----------------------------2
60.AUSIA------1------------------1-----------
60.EST--------1------------------1-----------
60.RTC--------1------------------1-----------
60.TON--------1------------------1-----------
64.ARM--------1-----------------------------1
64.BER--------1-----------------------------1
64.BRA--------1-----------------------------1
64.GEO--------1-----------------------------1
64.GUI--------1-----------------------------1
64.IND--------1-----------------------------1
64.MAU--------1-----------------------------1
64.NIG--------1-----------------------------1
64.PAQ--------1-----------------------------1
64.SIR--------1-----------------------------1
64.URU--------1-----------------------------1
64.ZAM--------1-----------------------------1

terça-feira, 19 de abril de 2011

BEISEBOL

O Beisebol esteve presente em várias edições olímpicas, mas apenas como esporte de demonstração. Porém, a partir de 1992, passou a distribuir medalhas oficiais, embora não contasse com a presença de profissionais norte-americanos e japoneses, permitisoa a partir de 2000. Após cinco torneios, o esporte foi excluído do programa olímpico e não será disputado em Londres-2012. A Federação Internacional iniciou um intenso trabalho para que a modalidade retorne nas próximas edições, mas parece difícil diante das atuais políticas restritivas do COI. Muitos afirmam que a ausência dos melhores jogadores do mundo acabou afetando a modalidade, já que os times norte-americanos se recusam a conceder um intervalo de 15 dias em seu campeonato. Outros afirmam que a retirada da modalidade deveu-se a uma corrente europeia, dentro do COI, contrária aos EUA. O Beisebol olímpico esteve aberto apenas aos homens, enquanto as mulheres competiram num equivalente ao Beisebol, o Softbol. Cuba é o maior líder da modalidade, com um total de 5 medalhas, 3 de ouro. Soube tirar proveito do fato de japoneses e norte-americanos não enviarem competidores profissionais. Porém, as várias deserções de jogadores cubanos diminuiu a força do país, que venceu apenas o torneio de 2004 nas três últimas edições disputadas. Os Estados Unidos se encontram em segundo lugar, com 3 medalhas, incluindo a de ouro obtida nos Jogos de 2000, em Sidney, Austrália. Porém, já ficaram de fora do pódio em 1992, quando ficaram em quarto lugar e em 2004, quando se quer conseguiram classificação olímpica.O Japão também possui 3 medalhas, mas nunca obteve qualquer título. Também possui uma forte liga profissional, mas seus jogadores também não tomaram parte nos Jogos. A Coreia do Sul conseguiu se inserir neste restrito grupo de grande equipes, somando duas medalhas, mais notadamente a de ouro conquistada na última edição olímpica, em Beijing, China, em 2008. Taiwan, ou melhor, Taipé Chinesa e Austrália completam a lista de medalhistas olímpicos da modalidade. Confira a distribuição das medalhas olímpicas do Beisebol conforme os países:

País-----------Total-----Ouro-----Prata-----Bronze

01.CUB-----------5---------3---------2-----------
02.EUA-----------3---------1--------------------2
03.JAP-----------3-------------------1----------2
04.COS-----------2---------1--------------------1
05.AUS-----------1-------------------1-----------
05.TAW-----------1-------------------1-----------

BASQUETEBOL

O Basquetebol ingressou nos Jogos Olímpicos na edição de 1936, em Berlim, Alemanha. Porém, houve um torneio de exibição em Saint Louis, EUA, em 1904. É uma modalidade bastante popular dentro dos Jogos Olímpicos, embora seja mais nova do que outras coletivas, como o Polo Aquático, o Hóquei sobre a grama e o Futebol. Os homens competem desde a primeira edição em 1936, mas as mulheres somente ingressaram no torneio olímpico a partir de 1976, em Montreal, Canadá. Os Estados Unidos são a grande potência mundial, tendo garantido medalha em todas as edições, com exceção daquela realizada em 1980, em Moscou, antiga União Soviética, atual Rússia, quando seu governo optou pelo boicote aos Jogos Olímpicos. Os homens norte-americanos só não se sagraram campeões em 1972, 1980, 1988 e 2004, enquanto as mulheres ficaram sem a medalha de ouro em 1976, 1980 e 1992. Portanto, os Estados Unidos possuem medalhas em 24 das 26 disputas, sendo a de ouro em 19 delas. A antiga União Soviética foi sua grande rival e se manteve no pódio em todas as edições olímpicas desde a sua estreia em 1952, exceto quando boicotou, em 1984, o evento de Los Angeles. Além disso, foi o primeiro país a derrotar os Estados Unidos no Basquetebol olímpico, com a milagrosa e heróica vitória nos Jogos de 1972, em Munique, Alemanha Ocidental, por um único ponto de vantagem e com uma cesta no último segundo de partida. Conseguiu derrotar o time masculino dos EUA novamente na edição de 1988, em Seul, Coreia do Sul. As mulheres soviéticas conseguiram formar uma arrasadora equipe que se manteve invicta em partidas oficiais por 28 anos, o que incluiu os títulos olímpicos de 1976 e 1980. Ao todo, os soviéticos acumulam 12 medalhas, 4 de ouro. Após seu colapso, seus remanescentes ainda obtiveram 6 medalhas, uma com a equipe unificada, duas com a Rússia, ambas femininas, e 3 com a Lituânia, todas masculinas. A Iugoslávia ocupa um honroso terceiro lugar, com um total de 8 medalhas, 1 de ouro. Entretanto, a maioria de suas medalhas foram obtidas pelos homens, inclusive a fantástica medalha de ouro de 1980, em pleno território soviético. Infelizmente, a separação do país acabou colocando fim a uma das maiores potências da modalidade. O Brasil ainda é a quarta força olímpica do basquetebol, com um total de 5 medalhas, 3 com os homens e 2 com as mulheres. Entretanto, possui uma singularidade, já que as conquistas masculinas são antigas, ocorridas em 1948, 1960 e 1964, enquanto as femininas são mais recentes, datando de 1996 e 2000. Embora as brasileiras tenham menos medalhas, é delas a única medalha de prata do país. A Austrália vem se solidificando como uma potência do esporte, com um total de 4 medalhas. Entretanto, seus resultados são produto exclusivo da atuação feminina, que vem se mantendo no pódio desde os Jogos de 1996, realizados em Atlanta, EUA. Confira a distribuição das medalhas olímpicas do Basquetebol por países:

País----------Total-----Ouro-----Prata-----Bronze

01.EUA----------24-------19---------2----------3
02.SOV----------12--------4---------4----------4
03.IUG-----------8--------1---------5----------2
04.BRA-----------5------------------1----------4
05.AUS-----------4------------------3----------1
06.LIT-----------3-----------------------------3
07.ARG-----------2--------1--------------------1
08.ESP-----------2------------------2-----------
08.FRA-----------2------------------2-----------
08.ITA-----------2------------------2-----------
11.BUL-----------2------------------1----------1
11.CHN-----------2------------------1----------1
13.RUS-----------2-----------------------------2
13.URU-----------2-----------------------------2
15.EUN-----------1--------1---------------------
16.CAN-----------1------------------1-----------
16.COS-----------1------------------1-----------
16.CRO-----------1------------------1-----------
19.CUB-----------1-----------------------------1
19.MEX-----------1-----------------------------1

BADMINTON

O Badminton é uma modalidade que ingressou recentemente nos Jogos Olímpicos. Estreiou em Barcelona, em 1992, com disputas para homens, mulheres e mistas. Apresenta grande popularidade nos países asiáticos, que dominam fortemente o esporte e já conquistaram a quase totalidade das medalhas olímpicas distríbuídas no período de 1992 a 2008. As 76 medalhas que já foram disputadas nos Jogos Olímpicos estão em posse de apenas 7 países, 4 da ásia e 3 da europa. Porém, a vantagem dos asiáticos é arrasadora, com um total de 69 medalhas contra apenas 7 dos europeus. Considerando-se as medalhas de ouro, os asiáticos superam os europeus por 23 a 1. Após um início tímido em 1992, quando não venceu qualquer prova, a China passou a dominar o esporte nas edições seguintes e já acumula um total de 30 medalhas, 11 de ouro. Possui quase metade das medalhas de ouro disputadas na modalidade e cerca de 40% do total de medalhas. A Indonésia disputa de forma acirrada a segunda colocação com a Coreia do Sul. Atualmente, possui 18 medalhas contra 17 dos sul-coreanos, porém ambos os países ostentam 6 títulos olímpicos cada um. Em 1992, na estreia da modalidade nos Jogos Olímpicos, cada um deles ficou com duas vítórias, deixando a China com um papel secundário. A Indonésia concentra sua força nas provas masculinas, enquanto a Coreia do Sul apresenta certa equidade entre as divisões. Já a China, domina fortemente as competições femininas e mistas, mas já apresenta destaque nas provas masculinas. Os três países asiáticos são responsáveis por um total de 65 medalhas, deixando apenas 11 para os demais. A Dinamarca se encontra num distante quarto lugar, com apenas 4 medalhas, 1 de ouro, a única que escapou ao domínio dos três gigantes orientais. Além desses 4 países, Malásia, Reino Unido e Holanda também chegaram ao pódio olímpico. Confira a distribuição das medalhas olímpicas do Badminton por países:

País-----------Total-----Ouro-----Prata-----Bronze

01.CHN----------30--------11---------6---------13
02.INO----------18---------6---------6----------6
03.COS----------17---------6---------7----------4
04.DIN-----------4---------1---------1----------2
05.MAL-----------4-------------------2----------2
06.RUN-----------2-------------------1----------1
07.HOL-----------1-------------------1-----------

sábado, 16 de abril de 2011

MINHA QUERIDA AVÓ, OBRIGADO POR TUDO!

Minha querida avó Marina,





É com muita dor que presenciei, no dia 15 de Abril de 2011, numa sexta-feira, sua partida deste mundo. Gostaria de lhe agradecer por tudo que fez por mim, pela excelente avó que foi e que, com certeza, far-me-á muita falta a partir de hoje. Nós combinávamos demais e eu amava ficar em sua casa e ter sua companhia. Vc sempre me incentivou em tudo na minha vida, principalmente nas minhas pesquisas e na busca de livros nos sebos de São Paulo. Quantas vezes entramos nas lojas do Messias, do Sebo Aliança, do Bagdá Books? Foram anos de garimpagem...Vc também me incentivou nas minhas pesquisas, levando-me a vários locais, como na Folha de São Paulo, no Memorial da América Latina, na Biblioteca Mario de Andrade, na Faculdade de Educação Física da USP, e até mesmo na Rede Globo. Mas eu também adorava sua companhia e brincamos muitíssimo nestes anos todos. Geralmente os netos acabam se afastando dos avós com o passar dos anos, mas conosco foi completamente diferente. Quantas vezes dividimos a sala de televisão acompanhando notícias? Quantas vezes fiquei com vc em sua cama apenas para conversar até vc pegar no sono? E sinto-me tranquilo pelo conforto que lhe proporcionei nestes dias de enfermidade. A sua dor era também a minha dor, mas ainda não consegui assimilar a duríssima dor gerada por sua partida. No momento choro muito, a saudade é muito grande! Hoje não consegui me afastar de vc no velório! Pude acariciar a testinha bonita de sobrancelhas tatuadas pela última vez; e também pude pegar em suas mãos pela última vez. Por quanto sofrimento vc passou nestes últimos meses? Acompanhei sua agonia, a sua luta contra a terrível e interminável dor. Sinto-me grato por tê-la auxiliado, mesmo sentindo parte de sua dor. A notícia de sua morte no hospital foi um duro golpe, embora eu já achasse que Deus estivesse com vontade de ter suas estripolias próximas dele. Vc não merecia passar por tantas dores, mas as venceu com muita dignidade! Fico feliz por ter-lhe proporcionado conforto nas duras madrugadas, de tê-la auxiliado a ir ao banheiro e porporcionar-lhe um retorno à cama menos dolorido. Também fico feliz por ter passado pomada em suas dores e aliviado um pouco o seu sofrimento. Agora choro, sabendo que não passaremos juntos os bons momentos que tivemos. Quanta saudade...As lágrimas não secam! Minha querida avó, não consigo despedir-me de vc. A saudade está me corroendo, mas tenho o conforto de saber que fiz de tudo para ajudá-la. Minha querida avó, que tantos apelidos recebeu de mim, despeço-me neste momento, mas sempre retornarei para lembrar o quanto vc foi especial para mim. Com sua partida, minha vida fica bem mais pobre. Quanta dor, quanta saudade!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

ATLETISMO

O Atletismo é o esporte mais popular dos Jogos Olímpicos e o que mais distribuiu medalhas na história. Está no programa olímpico desde a edição de 1896, realizada em Atenas, Grécia. Entretanto, até 1928, esteve restrito apenas aos homens. Porém, em Amsterdã, Holanda, as mulheres iniciaram sua participação. Sua aceitação nos Jogos Olímpicos foi lenta e o programa feminino de provas demorou enormemente para se igualar ao masculino. Além disso, o programa passou por muitas mudanças até 1924, tendo incluido provas de saltos sem corrida, arremessos e lançamentos com mãos alternadas e corridas de campo e de equipes. A modalidade é uma das mais democráticas do programa olímpico, tendo permitido a conquista de medalhas a uma quantidade enorme de países. A grande potência do mundo são os Estados Unidos, que já somaram mais de 700 medalhas olímpicas e por poucas vezes foram superados em total de medalhas numa única edição dos Jogos. Entre os homens, a superioridade norte-americana é marcante, tendo o país sempre liderado os quadros de medalhas. Já as mulheres dos Estados Unidos são constantemente superadas, embora tenham melhorado muito se comparado a outros tempos. A União Soviética, embora não exista mais, ainda se mantém em segundo lugar. Sua força foi construída através de fortes desempenhos em provas femininas, principalmente em arremessos, saltos e provas de meio-fundo. Porém, o reduzido programa feminino impediu as soviéticas de obterem um número muito maior de medalhas. O Reino Unido se encontra em terceiro lugar em número de medalhas, sendo que a maioria delas vieram das pistas. A Finlândia é a quarta força olímpica, mas muito do que conseguiu foi produto dos fantásticos desempenhos alcançados entre 1908 e 1936. Seus corredores de fundo ficaram conhecidos mundialmente como os finlandeses voadores e foram responsáveis por colocar o país em papel de destaque dentro dos Jogos Olímpícos. Nas provas de arremesso e lançamentos também apresentaram grande destaque, sendo que o lançamento de dardo vem mantendo uma tradição secular de pódios. Porém, o país é praticamente nulo em provas de velocidade e de marcha, bem como porduziu poucos resultados em provas femininas. A RDA encontra-se em quinto lugar como maior medalhista, embora tenha uma história marcada pela utilização de doping sistemático. Nas provas femininas as alemãs-orientais estabeleceram uma tradição quase que inabalável, com desempenhos memoráveis no curto período de 1972 a 1988, tendo sido superada apenas em 1980, em Moscou, diante da União Soviética. Os homens também conseguiram bons resultados, principalmente nas provas de campo e de marcha. A Alemanha é a sexta colocada, tendo apresentado uma história fragmentada dentro do movimento olímpico em virtude das Guerras e retaliações políticas porque passou, inclusive com a divisão territorial a partir do fim da Segunda Guerra Mundial, sacramentada apenas a partir de 1968 no mundo olímpico. Porém, o fato do Atletismo ser uma modalidade democrática tem contribuido para que países pobres tenham um brilhante desempenho olímpico, como são os casos de Quênia, Etiópia e Jamaica. Quênia e Etiópia passaram a ditar o ritmo das provas de fundo e meio-fundo a partir dos anos 60 do século passado, e a Jamaica já despontava como força em provas de velocidade a partir de 1948. Os três países são potências do Atletismo, porém apresentam desempenhos praticamente distintos. A Jamaica se concentra nas provas de velocidade, enquanto o Quênia domina as de meio-fundo e fundo, dividindo com a Etiópia as honras nestas últimas. Além disso a modalidade tem contribuido para que vários países consigam ingressar no difícil quadro geral de medalhas, como são os casos, por exemplo, de Equador, Namíbia, Moçambique, Burundi, Etiópia, Eritreia, Barbados, Djibuti e Senegal. Confira a distribuição das medalhas da modalidade Atletismo na história olímpica:

País--------Total-----Ouro-----Prata-----Bronze

01.EUA-------737-------312------236-------189
02.SOV-------193--------64-------55--------74
03.RUN-------188--------49-------78--------61
04.FIN-------113--------48-------35--------30
05.RDA-------109--------38-------36--------35
06.ALE--------99--------19-------38--------42
07.SUE--------80--------18-------21--------41
08.AUS--------70--------20-------24--------26
09.QUE--------68--------22-------27--------19
10.RUS--------60--------18-------22--------20
11.ITA--------59--------19-------15--------25
12.FRA--------59--------12-------22--------25
13.POL--------52--------22-------17--------13
14.JAM--------52--------13-------24--------15
15.CAN--------51--------13-------14--------24
16.RFA--------43--------12-------14--------17
17.HUN--------39---------9-------13--------17
18.ETI--------38--------18--------6--------14
19.CUB--------37--------10-------13--------14
20.ROM--------35--------11-------14--------10
21.GRE--------29---------6-------12--------11
22.TCH--------24--------11--------8---------5
23.AFS--------23---------6-------11---------6
24.JAP--------22---------7--------7---------8
25.EUN--------21---------7-------11---------3
26.NOR--------20---------6--------6---------8
27.NZE--------19---------9--------2---------8
28.BIE--------19---------4--------6---------9
29.MAR--------18---------6--------5---------7
30.BUL--------18---------5--------7---------6
31.HOL--------15---------6--------3---------6
32.CHN--------15---------5--------3---------7
33.UCR--------15---------3--------2--------10
34.BRA--------14---------4--------3---------7
35.NIG--------13---------1--------4---------8
36.BEL--------12---------3--------6---------3
37.ESP--------11---------2--------4---------5
38.POR--------10---------4--------2---------4
39.MEX--------10---------3--------5---------2
40.TRI--------10---------1--------4---------5
41.RTC---------8---------4--------1---------3
42.BAH---------8---------2--------3---------3
43.SUI---------8------------------6---------2
44.AUT---------7---------1--------2---------4
45.IRL---------6---------4--------2----------
46.ALG---------6---------3--------1---------2
47.DIN---------6---------1--------1---------4
48.LIT---------5---------3--------1---------1
49.ARG---------5---------2--------3----------
50.EST---------5---------2--------1---------2
51.LET---------5------------------4---------1
52.TUN---------4---------1--------2---------1
53.NAM---------4------------------4----------
54.TUR---------4------------------2---------2
55.ESL---------3---------1--------1---------1
56.PAN---------3---------1------------------2
57.CAM---------2---------2-------------------
58.COS---------2---------1--------1----------
58.EQU---------2---------1--------1----------
60.CAZ---------2---------1------------------1
60.MOÇ---------2---------1------------------1
60.UGA---------2---------1------------------1
63.CHI---------2------------------2----------
63.IND---------2------------------2----------
63.IUG---------2------------------2----------
63.TAN---------2------------------2----------
67.ISL---------2------------------1---------1
67.SLK---------2------------------1---------1
67.TAW/FOR-----2------------------1---------1
70.IOB---------2----------------------------2
70.FIL---------2----------------------------2
72.BUR---------1---------1-------------------
72.LUX---------1---------1-------------------
72.RDM---------1---------1-------------------
72.SIR---------1---------1-------------------
76.ASD---------1------------------1----------
76.CMF---------1------------------1----------
76.CRO---------1------------------1----------
76.HAI---------1------------------1----------
76.SEN---------1------------------1----------
76.SUD---------1------------------1----------
76.ZAM---------1------------------1----------
83.AUSSIA------1----------------------------1
83.BAR---------1----------------------------1
83.CAT---------1----------------------------1
83.COL---------1----------------------------1
83.DJI---------1----------------------------1
83.ERI---------1----------------------------1
83.VEN---------1----------------------------1