quinta-feira, 24 de maio de 2012

CARL LEWIS


CARL LEWIS

Frederick Carlton Lewis, conhecido como Carl Lewis, nasceu em Birmingham, EUA, no dia 01 de Julho de 1961. É conhecido como um dos maiores atletas olímpicos de todos os tempos e conseguiu feitos notáveis durante sua trajetória olímpica. Em sua carreira, obteve um total de 10 medalhas olímpicas, sendo 9 delas de ouro, nas provas de 100m, 200m, salto em distância e revezamento 4x100m, entre 1984 e 1996.
Em 1980, aos 19 anos de idade, classificou-se para os Jogos Olímpicos de Moscou, União Soviética, na prova de salto em distância, na qual poderia brigar por uma medalha. Entretanto, o boicote dos EUA ao evento tirou-lhe a possibilidade de realizar sua estreia olímpica.
Em 1984, em Los Angeles, Lewis chegou aos Jogos Olímpicos como favorito absoluto à conquista de 4 medalhas de ouro, nas mesmas provas em que seu ídolo de infância, Jesse Owens, havia sido campeão olímpico nos Jogos de Berlim, Alemanha, em 1936, diante do demoníaco Adolf Hitler. O boicote dos países do Bloco Socialista ao evento tirou de seu caminho alguns adversários consideráveis, como o alemão-oriental Lutz Dombrowski, no salto em distância, e o regular revezamento 4x100m da União Soviética. Mas mesmo sem boicote, Lewis era favorito absoluto nas provas. Na prova de 100m, apesar de uma má largada, conquistou a medalha de ouro com grande facilidade e com a forte marca de 9.99s. Na disputa de 200m, triunfou com uma fantástica marca de 19.80s, superando seu rival mais próximo por 0.16s. No salto em distância, conseguiu a forte marca de 8.54m, mas poderia ter ido mais longe, pois realizou apenas dois saltos, preservando-se para outras disputas. No revezamento 4x100m, foi o último homem da equipe e ajudou os EUA a ampliarem sua larga vantagem na prova e a estabelecerem um recorde mundial de 37.83s. Lewis venceu as quatro provas e igualou o feito de Jesse Owens.
Em 1988, em Seul, Coreia do Sul, havia grande expectativa quanto ao confronto de Carl Lewis com o canadense Ben Johnson, que havia se sagrado campeão mundial em 1983, inclusive com a nova marca mundial de 9.83s. Johnson venceu fácilmente a prova, com outro recorde mundial, dessa vez 9.79s. Lewis ficou em segundo lugar, com a marca de 9.92s. Entretanto, Johnson foi desclassificado no exame antidoping, teve seus resultados anteriores anulados, e Lewis acabou ficando com a medalha de ouro e se tornando o primeiro competidor bicampeão olímpico da prova. Além disso, seu resultado também foi elevado à condição de recorde mundial. Lewis disputou as mesmas provas de 4 anos antes. Nos 200m, acabou sendo derrotado pelo compatriota Joe DeLoach, que marcou 19.75s contra os seus 19.79s. Foi a única vez na história que perdeu uma final olímpica. No salto em distância, produziu uma série de fantásticas marcas e chegou a 8.72m contra 8.49m do compatriota Mike Powell, com quem protagonizaria, em 1991, um dos momentos mais espetaculares da história do Atletismo. Tornou-se o primeiro bicampeão olímpico da prova. No revezamento 4x100m, os EUA tinham uma medalha de ouro quase certa, mas um erro na passagem de bastão, na fase de classificação, custou-lhes a vaga na final. Assim, Lewis terminou os Jogos com 3 medalhas, 2 de ouro e uma de prata.
Em 1992, em Barcelona, Lewis disputou apenas duas provas, o salto em distância e o revezamento 4x100m. Nas seletivas norte-americanas, uma virose, custou-lhe a classificação nas provas de velocidade. No ano anterior, Lewis havia sido a sensação do campeonato mundial, com um recorde mundial nos 100m, com 9.86s, e com um duelo memorável com Mike Powell no salto em distância, no qual produziu a melhor série de saltos na história e conseguiu superar a eterna marca de Robert Beamon, 8.90m, com seu melhor salto, que chegou a 8.91m. Entretanto, Powell foi mais longe e chegou a 8.95m, recorde mundial que perdura até hoje. Em Barcelona o duelo de Lewis e Powell também foi memorável, mas não houve qualquer quebra de recorde. Entretanto, dessa vez a vitória ficou com Lewis, que atingiu a marca de 8.67m e superou o rival Powell, que pulou 8.64m, por apenas 3 centímetros. No revezamento 4x100m, uma contusão na equipe permitiu que Lewis disputasse a final. Novamente ancorando a equipe dos EUA, Lewis participou da quebra de mais um recorde mundial, 37.40s. Lewis saiu dos Jogos com 2 medalhas de ouro.
Em 1996, em Atlanta, Carl Lewis já estava com 35 anos de idade. Já não possuía a velocidade que o  consagrou como um dos homens mais rápidos do mundo. Entretanto, ainda conseguiu se classificar para o salto em distância. Um dos favoritos para a prova era o cubano Ivan Pedroso, que chegou mal aos Jogos em virtude de uma contusão. Com Pedroso fora da briga por medalha, Lewis ampliou suas possibilidades de sucesso. Na terceira rodada, marcou 8.50m e não foi alcançado. Com sua vitória, Lewis se tornou tetraampeão no salto em distãncia e igualou o feito do compatriota Alfred Oerter, campeão no lançamento de disco de 1956 a 1968. Lewis ainda reivindicava uma vaga no revezamento 4x100m, mas não lhe foi permitido disputar a prova porque ele não havia conseguido vaga na seletiva norte-americana. Lewis encerrou sua carreira olímpica com um total de 10 medalhas, 9 de ouro e 1 de prata. Tornou-se também o maior campeão olímpico da história do Atletismo, igualando o finlandês Paavo Nurmi.

QUADRO DE MEDALHAS

ANO
TOTAL
OURO
PRATA
BRONZE
1984
4
4
-
-


100m
200m
SD
4x100m


1988
3
2
1
-


100m
SD
200m

1992
2
2
-
-


SD
4x100m


1996
1
1
-
-


SD


TOTAL
10
9
1
-



NIKOLAI ANDRIANOV



NIKOLAI ANDRIANOV

Nikolai Andrianov nasceu em 14 de Outubro de 1952 e faleceu no dia 21 de Março de 2011, aos 58 anos de idade. Andrianov foi um dos maiores competidores olímpicos de todos os tempos e também, com 15 medalhas no total, 7 de ouro, 5 cde prata e 3 de bronze, o maior medalhista masculino até Michael Phelps chegar a 16 medalhas nos Jogos de 2008. Participou dos Jogos Olímpicos de 1972, 1976 e 1980, sendo que sua maior atuação ocorreu em 1976, em Montreal.
Em 1972, em Munique, Alemanha Ocidental, a ginástica masculina foi marcada pela atuação de uma poderosíssima equipe japonesa, que conquistou um total de 16 medalhas, recorde absoluto na Ginástica. A União Soviética, maior rival dos japoneses, ficou com apenas 6 medalhas, 2 de ouro. Andrianov, então com quase 20 anos de idade, teve uma boa atuação e liderou a equipe soviética, com um total de 3 medalhas, 1 de ouro, 1 de prata e 1 de bronze. Na disputa geral por equipes, ficou com a medalha de prata com a conjunto soviético. Nas disputas por aparelhos, venceu a prova de exercícios de solo com a marca de 19.175 pontos, superando o japonês Akinori Nakayama por 0.050 pontos, e ficou apenas em terceiro lugar no salto sobre o cavalo, atrás do alemão oriental Klaus Köste e do compatriota Viktor Klimenko. No geral individual, ficou em quarto lugar, atrás de três ginastas japoneses, perdendo a medalha de bronze para Akinori Nakayama por apenas 0.125 pontos.
Em 1976, em Montreal, a Ginástica ficou marcada pela atuação da romena Nadia Comaneci, que mobilizou a imprensa mundial. Porém, entre os homens, Andrianov teve uma atuação fenomenal, somando um total de 7 medalhas, 4 de ouro, 2 de prata e 1 de bronze. Na disputa por equipes, liderou a pontuação com 0.600 pontos à frente do segundo melhor ginasta. Porém, mesmo com sua atuação, a União Soivética não conseguiu recuperar o título olímpico e mais uma vez ficou com a medalha de prata, mas perdendo para o Japão por apenas 0.40 pontos. No geral individual, Andrianov teve uma atuação brilhante e superou o japonês Sawao Kato, que buscava o tricampeonato olímpico, por 1.00 ponto, uma diferença enorme na ginástica. Nas finais por aparelhos, Andrianov subiu no pódio em 5 das 6 provas. Foi campeão nas argolas, superando o compatriota Alexander Dityatin por 0.100 ponto, no salto sobre o cavalo, 0.075 pontos à frente do japonês Mitsuo Tsukahara, e nos exercícios de solo, apenas 0.025 ponto à frente do compatriota Vladimir Martchenko. Nas barras paralelas, ficou com a medalha de prata ao perder para o japonês Sawao Kato. No cavalo com alças, alcançou a medalha de bronze. Só não conseguiu chegar ao pódio na barra fixa.
Em 1980, em Moscou, Andrianov já estava com quase 28 anos de idade e já era mais um líder na Ginástica mundial, cedendo espaço para o compatriota Alexander Dityatin e para o norte-americano Kurt Thomas. Porém, o boicote dos EUA aos Jogos de Moscou tirou Thomas da disputa, mas ainda restava a Andrianov o compatriota Alexander Dityatin, que dominou as competições e se tornou o primeiro ginasta a conquistar medalha nas 8 provas do programa. Mesmo assim, Andrianov teve uma atuação respeitável e conquistou mais 5 medalhas, 2 de ouro, 2 de prata e 1 de bronze. Foi campeão na disputa geral por equipes com a União Soviética, sendo o segundo ginasta que mais pontos marcou pela equipe, atrás apenas de Dityatin. Na disputa geral individual, assegurou a medalha de prata ao ser superado por Dityantin. Nas finais por aparelhos, obteve um total de 3 medalhas, 1 de ouro, 1 de prata e 1 de bronze. Foi campeão no salto sobre o cavalo, derrotando Alexander Dityatin, que chegou a tirar uma nota dez no aparelho, por 0.025 ponto. Nos exercícios de solo, prova na qual buscava o tricampeonato olímpico, ficou com a medalha de prata ao ser derrotado pelo alemão-oriental Roland Brückner por apenas 0.025 ponto. Na barra fixa, único aparelho no qual nunca havia subido no pódio, soube tirar proveito do boicote que tirou dos Jogos o alemão Gienger, os japoneses e o norte-americano Thomas e conseguiu a medalha de bronze. Dessa forma, Andrianov tornou-se o atleta masculino com maior número de medalhas na história olímpica, com 15 medalhas, 7 de ouro, 5 de prata e 3 de bronze. Sua marca foi superada pelo fenomenal nadador norte-americano Michael Phelps, que já acumula 16 medalhas, 14 de ouro, entre os Jogos de 2004 e 2008.
Posteriormente, Andrianov tornou-se treinador e, após a dissolução da União Soviética, foi trabalhar como treinador no Japão. Porém, sofrendo de atrofia sistêmica múltipla, teve que se afastar e acabou falecendo em 2011. Andrianov foi um dos maiores ginastas de todos os tempos.     


ANO
TOTAL
OURO
PRATA
BRONZE
1972
3
1
1
1


ES
GE
SC
1976
7
4
2
1


GI
SC
ES
AR
GE
BP
CA
1980
5
2
2
1


GE
SC
GI
ES
BF
TOTAL
15
7
5
3



sexta-feira, 11 de maio de 2012

ÁRBITROS ESTRAGAM A FESTA DE CHAMPAGNE DO FRANCÊS NOËL


1932 – ATLETISMO – Lançamento de disco.
           
O francês Jules Noël foi a grande atração da prova de lançamento de disco dos Jogos Olímpicos de 1932. Durante seus lançamentos, Noël bebeu champagne com seus compatriotas. Em sua quarta tentativa teria lançado o disco além da bandeirinha que marcou o lançamento vencedor do norte-americano John Anderson. Porém, os fiscais da prova não viram onde caiu o disco lançado por Noël porque estavam distraídos com a disputa do salto com vara. Constrangidos por este erro, acrescentaram uma tentativa extra às duas restantes que o francês ainda faria. O francês Jules Noël não conseguiu repetir a marca não validada. Noël bebeu, mas foram os árbitros da prova que apresentaram desatenção digna de bêbados. Os árbitros impediram que Noël pudesse comemorar sua vitória com mais champagne.  


A VITÓRIA DO ÚLTIMO COLOCADO


1932 – ATLETISMO – 10.000 m
           
O brasileiro Adalberto Cardoso viajou para Los Angeles com a delegação brasileira e mais 50.000 sacas de café. Só participaria dos Jogos Olímpicos se conseguisse vender a sua quota. Não conseguiu e foi excluído da equipe. Sem dinheiro, permaneceu no navio. Numa parada em San Francisco, ele decidiu que deveria competir. A pé e de carona, conseguiu retornar a Los Angeles e chegou ao estádio olímpico 10 minutos antes da largada. Cardoso participou da prova dos 10.000 metros e chegou na última colocação. Porém, foi aplaudido pela torcida local, informada, pelo locutor do estádio, de sua situação.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

"AMERICANOS NUNCA DESISTEM!"


1928 – BOXE – categoria peso mosca (50,802 kg)

A maior controvérsia do Boxe nos Jogos Olímpicos de 1928 ocorreu quando o norte-americano Hyman Miller lutou contra o belga Marcel Santos. Miller derrotou o belga facilmente, mas os jurados deram a vitória a Santos. O confiante sorriso de Miller transformou-se em soluço convulsivo. A equipe norte-americana sentiu-se tão ofendida que pediu aos organizadores dos Jogos permissão para se retirar do torneio. Porém, o Presidente do Comitê Olímpico dos Estados Unidos, Major Douglas McArthur, recusou a permissão e afirmou: “Americanos nunca desistem”.

O PRECONCEITO DE UMA ÉPOCA


1928 – ATLETISMO – 800m, feminino

O Atletismo feminino passou a fazer parte dos Jogos Olímpicos em 1928. Entre as provas disputadas estava a de 800m, vencida pela alemã Lina Radke-Batschauer. Porém, a maioria das atletas passaram mal após o término da corrida. Algumas, inclusive, desmaiaram. Isso causou grande controvérsia no mundo esportivo. Anti-feministas, na imprensa e na Federação Internacional de Atletismo (IAAF), afirmavam que as mulheres não deveriam participar de provas mais longas do que a de 200 metros. Um jornal de Londres consultou médicos que afirmaram que as mulheres que participavam de corridas de 800 metros e de outras provas de resistência poderiam envelhecer mais rapidamente. O Presidente do Comitê Olímpico Internacional, Conde de Baillet-Latour, afirmou que os Jogos deveriam ser como os da Grécia Antiga, onde somente a participação masculina era permitida. Felizmente, prevaleceu o pensamento daqueles que apoiavam a participação feminina. Porém, a prova feminina dos 800 metros somente seria disputada novamente, em Jogos Olímpicos, em 1960.

MORDIDO, FERIDO E CAMPEÃO.


1924 – BOXE – peso médio (-72,574 kg)

Nas quartas-de-final da categoria peso médio dos Jogos Olímpicos de 1924, o britânico Harry Mallin e o francês Roger Brousse se enfrentaram. Durante o combate, o francês desferiu mordidas no peito do britânico. Os jurados, porém, votaram a favor de Brousse, dois votos a um. Mallin retirou-se sem maiores comentários. Entretanto, o Senhor Soderland, membro sueco da Associação Internacional de Boxe Amador, ingressou com um protesto e uma investigação foi realizada. Um exame médico no peito de Mallin revelou que ele foi robustamente mordido. Brousse já havia sido acusado de morder adversários em seu combate contra o argentino Gallardo. Os franceses alegaram que Brousse costumava abrir sua boca quando golpeava com as mãos e que Mallin colidiu com a boca de Brousse. O Júri de Apelação decidiu que a mordida de Brousse não foi intencional, porém, desclassificaram-no. Os torcedores franceses protestaram e o torneio de Boxe transformou-se numa grande confusão. Mallin prosseguiu na disputa e conquistou a medalha de ouro, apesar dos protestos dos torcedores franceses.


terça-feira, 8 de maio de 2012

A MEDALHA DA AMIZADE


1936 - ATLETISMO - salto com vara - masculino

O norte-americano Earle Meadows, após uma intensa disputa contra os japoneses Shuhei Nishida e Sueo Oe e contra seu compatriota William Sefton, conquistou a medalha de ouro na prova do salto com vara no Atletismo dos Jogos Olímpicos de 1936, disputados em Berlin, Alemanha. Sefton terminou em quarto lugar e os japoneses deveriam decidir entre eles quem ficaria com a medalha de prata ou a de bronze. Ambos recusaram-se a saltar e, por sorteio, decidiram que Nishida ficaria com a medalha de prata e Oe com a de bronze. Após retornarem ao Japão, Oe e Nishida foram a um joalheiro, que cortou as duas medalhas ao meio e as uniu formando duas novas medalhas que eram metade prata e metade bronze. Uma ficou com Nishida e outra com Oe.






A ÚNICA VITÓRIA DA SUPER POTÊNCIA!

1952 - ATLETISMO - Lançamento de dardo - masculino

Os Estados Unidos possuem uma grande tradição nas provas de arremesso de peso e lançamento de disco, onde conquistaram várias medalhas. Porém, no lançamento de dardo conseguiram apenas um título olímpico. O autor da proeza foi Cyrus Young, que lançou o dardo a 73,78m e conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1952, em Helsinque, Finlândia. A medalha de prata ficou com o também norte-americano William Miller. Pelo menos, em 1952, os EUA tiveram seu momento de glória numa disputa de lançamento de dardo em Jogos Olímpicos.


RESISTÊNCIA NA BICICLETA E NA VIDA


1912 – CICLISMO – Estrada, individual
           
O sul-africano Rudolf Lewis foi o campeão da prova de estrada individual dos Jogos Olímpicos de 1912, disputados em Estocolmo, Suécia. Percorreu 320 quilômetros para conquistar sua medalha de ouro. Porém, o maior teste de resistência de sua vida ainda estava por vir. Durante a Primeira Guerra Mundial, enquanto competia na Alemanha, Lewis foi feito prisioneiro. Foi várias vezes ferido e encarcerado em campos de prisão. Após a Guerra, retornou à África do Sul, fragilizado, mas viveu até 1933.


TARDE DEMAIS...!

1908 – CICLISMO – Velocidade
           
Na prova de Velocidade os ciclistas ficam se examinando para somente nos últimos 200 metros darem a arrancada final. Entretanto havia um limite de tempo que deveria ser obedecido pelos ciclistas. Na final dos Jogos Olímpicos de 1908, o britânico Victor Johnson, logo após a largada, furou um pneu e abandonou a prova. No começo da última curva foi a vez de outro britânico, Charles Kingsbury, sair da prova pelo mesmo problema. Os dois remanescentes, o frânces Maurice Schilles e o britânico Benjamin Jones continuaram na disputa. Schilles derrotou Jones por alguns centímetros de diferença. Entretanto, excederam o limite de 1:45 minutos e a prova foi anulada. Para a surpresa de todos os presentes, os oficiais da União Ciclística Nacional não permitiram a realização de nova corrida. A prova acabou ficando sem vencedor.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

QUADRO DE MEDALHAS - ÚLTIMO MUNDIAL ATÉ 2011 ANTES DOS JO-2012

QUADRO GERAL DE MEDALHAS

País
Total
Ouro
Prata
Bronze
NP
China
99
41
32
26
78
Estados Unidos
82
38
19
25
73
Rússia
78
31
25
22
69
Reino Unido
59
13
30
16
56
Alemanha
54
13
19
22
52
França
41
13
11
17
39
Japão
38
14
11
13
37
Austrália
34
15
13
6
33
Itália
32
11
8
13
28
Coreia do Sul
28
6
6
16
26
Nova Zelândia
21
7
5
9
21
Ucrânia
20
6
3
11
20
Holanda
20
5
8
7
19
Bielorrússia
18
5
5
8
18
Canadá
18
4
9
5
18
Quênia
17
7
6
4
9
Brasil
17
7
5
5
16
Espanha
17
4
2
11
17
Hungria
16
5
5
6
16
Casaquistão
16
2
7
7
16
Irã
15
7
3
5
14
Azerbaijão
14
4
3
7
14
Cuba
13
2
4
7
13
Polônia
12
2
7
3
12
Turquia
11
2
5
4
11
Jamaica
9
4
4
1
9
República Tcheca
9
3
3
3
9
Romênia
8
1
1
6
7
Grécia
7
4
2
1
7
Eslováquia
7
3
1
3
6
Sérvia
7
2
3
2
7
Suécia
6
1
3
2
6
Bélgica
6
1
2
3
6
Dinamarca
6
1
2
3
6
Uzbequistão
6
1
1
4
6
Geórgia
6
-
2
4
6
Suíça
6
-
2
4
6
Bulgária
5
2
1
2
5
Etiópia
5
1
-
4
4
África do Sul
5
-
2
3
5
Taipé Chinesa
5
-
2
3
5
Croácia
5
-
1
4
5
Noruega
4
2
1
1
4
Índia
4
-
1
3
4
Lituânia
4
-
1
3
4
Colômbia
3
1
-
2
3
Eslovênia
3
1
-
2
3
Israel
3
1
-
2
3
Indonésia
3
-
-
3
3
Áustria
2
2
-
-
2
Irlanda
2
1
-
1
2
Porto Rico
2
-
2
-
2
Coreia do Norte
2
-
1
1
2
Letônia
2
-
1
1
2
Portugal
2
-
1
1
2
Tailândia
2
-
1
1
2
Chipre
2
-
-
2
2
Finlândia
2
-
-
2
2
Marrocos
2
-
-
2
2
México
2
-
-
2
2
Mongólia
2
-
-
2
2
Saint Kitts e Nevis
2
-
-
2
2
Argentina
1
1
-
-
1
Botsuana
1
1
-
-
1
Chile
1
1
-
-
1
Granada
1
1
-
-
1
Singapura
1
1
-
-
1
Arábia Saudita
1
-
1
-
1
Estônia
1
-
1
-
1
Malásia
1
-
1
-
1
Montenegro
1
-
1
-
1
Sudão
1
-
1
-
1
Tunísia
1
-
1
-
1
Afeganistão
1
-
-
1
1
Armênia
1
-
-
1
1
Bahamas
1
-
-
1
1
Moldávia
1
-
-
1
1
República Dominicana
1
-
-
1
1
Tajiquistão
1
-
-
1
1
Trinidad e Tobago
1
-
-
1
1
Vietnã
1
-
-
1
1
Zimbábue
1
-
-
1
1
URSS
167
49
49
69
117


O quadro de medalhas apresenta a China na primeira posição, com um total de 99 medalhas, sendo 41 delas de ouro. Os chineses se destacaram na Ginástica (16 medalhas), na Natação (12), nos Saltos Ornamentais (10), no Levantamento de Peso (10), no Badminton (9) , no Tênis de Mesa (9) e no Tiro ao Alvo (7). Os EUA ficaram em segundo lugar, com um total de 82 medalhas, 38 de ouro. Os norte-americanos, ao contrário dos chineses, não se destacaram em muitos esportes, mas seus desempenhos no Atletismo (25 medalhas), na Natação (25 medalhas) e na Ginástica (7 medalhas), serviram para lhes garantir a segunda posição. Entretanto, podemos afirmar que os norte-americanos se saíram pior do que de costume e que certamenente irão melhorar seu desempenho nos Jogos Olímpicos. Esportes como Ciclismo (2 medalhas), Esgrima (2), Hipismo (1), Remo (2), Saltos Ornamentais (1), Taekwondo (0), Tênis (0), Voleibol (0), Voleibol de Praia (1), Tiro ao Alvo (3), Tiro com arco (1), poderão obter desempenhos melhores e com isso os EUA poderão atingir a barreira das 100 medalhas, algo que fizeram nas últimas duas edições olímpicas. Possivelmente os EUA ficarão à frente da China no quadro de medalhas em Londres-2012. A Rússia ficou em terceiro lugar, com 78 medalhas, 31 de ouro. Porém, não tem demonstrado muita regularidade nos Jogos Olímpicos. Em 2008, em Beijing, decepcionaram com um total de 73 medalhas, 23 de ouro, apenas 4 a mais do que o Reino Unido. É possível que a Rússia seja superada pelo Reino Unido, ao menos em número de medalhas de ouro. Em Beijing os russos foram muito mal em muitos esportes e chegaram a uma situação em que praticamente não terão o que piorar. Por isso mesmo, é bem provável que se saia melhor em Londres. Nos últimos mundiais suas melhores modalidades esportivas foram o Atletismo (19 medalhas), a Ginástica (9), a Luta (9) e o Levantamento de Peso (7). Poderão obter melhores resultados no Boxe (3 medalhas), na Canoagem (3) e no Ciclismo (1). O Reino Unido ficou em quarto lugar, com 59 medalhas, mas apenas 13 de ouro. Em 2008, em Beijing, obteve 47 medalhas, 19 de ouro. Em casa, deverão alcançar um número maior ainda de medalhas. Nos mundiais, destacou-se no Ciclismo (11 medalhas), no Remo (10), no Atletismo (7), na Vela (5), na Natação (5) e no Boxe (5). Em número de medalhas de ouro, a conquista de 25 medalhas é uma possibilidade. A Alemanha, que vem caindo seguidamente nos Jogos Olímpicos desde a sua unificação, poderá melhorar seus resultados, já que somou 54 medalhas, 13 de ouro, nos mundiais, ficando em             uinto lugar. Demonstrou um grande equilíbrio entre as modalidades esportivas, alcançando medalha em várias delas. As de maior destaque foram o Atletismo (7 medalhas), a Canoagem (7 medalhas), a Natação (6), o Ciclismo (5) e o Remo (4). A França ficou em sexto lugar, com 41 medalhas, 13 de ouro. Destacou-se na Natação (8 medalhas), no Ciclismo (6), no Judô (5), na Canoagem (4) e no Atletismo (4). Deverá manter desempenho parecido em Londres, mas poderá melhorar com a Esgrima (2 medalhas)e com o Boxe (0). O Japão ficou em sétimo lugar, com um total de 38 medalhas, 14 de ouro. Destacou-se no Judô (11 medalhas), na Ginástica (8), na Luta (5) e na Natação (5). Deverá manter semelhante desempenho em Londres. A Austrália obteve o oitavo lugar, com um total de 34 medalhas, 15 de ouro. No critério de medalhas de ouro ficou em quarto lugar. Seus melhores desempenhos ocorreram na Natação (11 medalhas), no Ciclismo (7) e no Remo (5). Não apresentou resultados numa grande variedade de esportes e vem caindo em relação aos anos anteriores, algo natural em países que recentemente sediaram os Jogos Olímpicos. A Itália aparece na nona posição, com um total de 32 medalhas, 11 de ouro. Destacou-se na Esgrima (11 medalhas), na Natação (5) e no Tiro ao Alvo (4). Em Londres não deverá ter desempenho semelhante na Esgrima e seu total de medalhas poderá baixar da casa das 30. Porém, ainda pode obter medalha em esportes em que zerou, como o Judô, a Luta, os Saltos Ornamentais e a Canoagem. A Coreia do Sul, com 28 medalhas, 6 de ouro, completa a lista dois dez países que mais medalhas obtiveram nos mundiais. O país tem demonstrado uma grande consistência desde que sediou os Jogos de 1988. Obteve seus melhores resultados mundiais no Tiro com Arco (4 medalhas), no Taekwondo (4), no Judô (4) e na Esgrima (4). A Nova Zelândia, com 21 medalhas, 7 de ouro, é uma grande surpresa e se mantiver seus resultados, registrará a melhor campanha de sua história nos Jogos Olímpicos. Nos mundiais, destacou-se no Remo (8 medalhas), no Ciclismo (5) e na Vela (3). A Ucrânia ficou em 12º lugar, com 20 medalhas, 6 de ouro. Seu grande resultado ocorreu no Boxe (7 medalhas), mas também se destacou no Levantamento de Peso (3). Luta, Canoagem e Atletismo conquistaram 2 medalhas cada um para a Ucrânia. O Brasil, em 17º lugar, com 17 medalhas, 7 de ouro, apresentou excelente evolução e segue com grandes possibilidades para Londres-2012. O Judô, com 5 medalhas, e o Voleibol de Praia, com 3, foram suas modalidades mais fortes. Porém, o Boxe, com 2 medalhas, 1 de ouro, foi uma grata surpresa e poderá ser o diferencial na campanha brasileira em Londres, fazendo com que estabeleça um novo recorde de medalhas. Entretanto, o país não possui muitas esperanças além dos costumeiros resultados. O Futebol e o Hipismo poderão garantir as medalhas que não vieram nos mundiais, mas a Ginástica e o Boxe terão dificuldade em manter seus resultados.